Golpe do falso filho: operação prende suspeitos de causar prejuízo de quase R$ 30 mil a desembargador

Uma operação policial realizada nesta terça-feira (16) resultou na prisão de três suspeitos investigados por aplicar o chamado “golpe do falso filho”, que causou um prejuízo de aproximadamente R$ 28 mil a um desembargador aposentado da cidade de Araçatuba, em São Paulo.

Dois investigados foram presos temporariamente em Goiânia, enquanto o terceiro foi localizado em Foz do Iguaçu, no Paraná. A ação foi conduzida pela Polícia Civil de São Paulo com apoio da Polícia Civil de Goiás.

De acordo com o delegado Igor Figueiredo, responsável pelas investigações, os criminosos entravam em contato com as vítimas por meio do WhatsApp, utilizando números desconhecidos e se passando por filhos ou parentes próximos. Durante as conversas, alegavam problemas com o celular ou situações de emergência para convencer as vítimas a realizar transferências bancárias e pagamentos via Pix.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam mais de 400 chips de telefonia móvel que teriam sido utilizados para a prática dos golpes. Também foram recolhidos cerca de 30 chips novos, sete aparelhos celulares, um notebook apontado como ferramenta utilizada nas fraudes, além de um aparelho telefônico danificado.

Segundo a investigação, a grande quantidade de chips permitia aos suspeitos utilizar números com diferentes DDDs, dificultando a identificação do esquema criminoso pelas vítimas e pelas autoridades.

Embora o caso que motivou a operação tenha como vítima um desembargador aposentado de São Paulo, a polícia trabalha com a hipótese de que o grupo tenha feito vítimas em diversos estados brasileiros. Os três presos respondem pelo crime de estelionato.

Além das prisões, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão, sendo cinco em Goiânia, quatro em Aparecida de Goiânia e um em Foz do Iguaçu. No endereço localizado no Paraná, os agentes também apreenderam dois celulares e uma porção de maconha.

Os investigados permaneceram em silêncio durante os depoimentos. As apurações continuam para identificar possíveis comparsas e dimensionar o alcance da atuação da organização criminosa.

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