As equipes de resgate que atuam na Colômbia começam a reduzir as buscas por sobreviventes do terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o país na segunda-feira (10). Após as primeiras 72 horas, consideradas decisivas para localizar pessoas com vida sob os escombros, os trabalhos passaram a se concentrar principalmente na retirada de destroços.
O tremor ocorreu pouco depois das 7h30, no horário local, e provocou o desabamento de prédios e danos em casas, escolas e hospitais, principalmente na região oeste do país. Até a quinta-feira (13), as autoridades contabilizavam pelo menos 265 mortos e cerca de 500 desaparecidos.
Em Cali, uma das cidades mais afetadas, equipes de emergência passaram a priorizar a remoção dos escombros em diversos pontos. A mudança ocorre diante da redução das chances de encontrar sobreviventes e dos riscos provocados pela instabilidade das estruturas atingidas.
Além dos danos provocados pelo terremoto, mais de 150 réplicas foram registradas desde o tremor principal. Os novos abalos aumentam o perigo para moradores e socorristas que ainda trabalham nas áreas atingidas.
O presidente colombiano, Abelardo De La Espriella, anunciou medidas para enfrentar a crise, incluindo a declaração de emergência econômica e a criação de um fundo destinado à reconstrução de hospitais, escolas, moradias e infraestrutura destruída pelo desastre.
O governo também respondeu às críticas sobre a entrada de equipes estrangeiras de resgate. Segundo as autoridades, nenhum país teve sua ajuda rejeitada, mas as equipes internacionais precisam cumprir padrões reconhecidos de certificação para participar das operações de busca.



