Filho de PM da reserva e irmão de consideração são investigados por chacina em Formosa

Dois parentes de um policial militar da reserva, apontado como suspeito de participar da chacina que deixou quatro mortos em Formosa, no Entorno do Distrito Federal, também são investigados pelo crime, segundo a Polícia Civil. Entre eles está o filho do ex-militar e um irmão de consideração.

As vítimas foram até a residência do policial para cobrar uma dívida de R$ 250 mil, relacionada à compra de um caminhão. Segundo a investigação, houve uma troca de tiros no local, e os quatro homens foram mortos.

Os três suspeitos se apresentaram à delegacia durante a madrugada desta quinta-feira (13), prestaram depoimento e foram liberados. A investigação continua para esclarecer a dinâmica do crime e a participação de cada um dos envolvidos.

Em um vídeo, o policial aposentado, identificado como Matusalém, afirmou que agiu em legítima defesa. Segundo ele, o filho teria ligado desesperado dizendo que estava sendo perseguido pelas vítimas e que disparos haviam sido efetuados contra ele.

Matusalém relatou ainda que estava na residência com o filho e o irmão de consideração quando os homens chegaram. De acordo com sua versão, um dos disparos partiu de dentro da caminhonete e atingiu o vidro da casa, momento em que ele teria revidado.

Como aconteceu a chacina

As quatro vítimas chegaram à residência, localizada no bairro Parque Lago, em Formosa, em uma caminhonete. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que os disparos foram efetuados.

Segundo a Polícia Militar, dois homens foram encontrados mortos dentro do veículo e outros dois estavam caídos na rua.

O delegado José Antônio Sena informou que a principal linha de investigação aponta que o crime teria sido motivado pela cobrança da dívida de R$ 250 mil, referente à compra de um caminhão do tipo prancha.

A Polícia Civil também apura a possibilidade de que as vítimas atuassem com empréstimos de dinheiro e agiotagem.

Quem são as vítimas

As vítimas foram identificadas como:

  • Luís Antônio Rodrigues, de 58 anos;
  • Gustavo Fernandes Graças, de 30 anos;
  • André Luiz Ferreira Silva, de 41 anos;
  • Gustavo Aurélio Miguel, de 31 anos.

De acordo com a Polícia Civil, dois deles eram moradores de São Paulo e pertenciam a uma comunidade cigana. Os outros dois eram de São João d’Aliança, no nordeste de Goiás.

Gustavo Fernandes Graças havia ocupado o cargo de secretário municipal de Transportes de São João d’Aliança.

A defesa dos demais investigados não havia sido localizada até a última atualização das informações.

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