As investigações sobre a morte do servidor da Polícia Civil de Goiás (PCGO), João Lourenço de Oliveira, de 65 anos, apontam que o crime teria sido motivado por interesses financeiros. Segundo a Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), o principal suspeito é o próprio filho da vítima, que confessou participação no assassinato.
De acordo com a Polícia Civil, o objetivo do crime seria tomar posse da caminhonete de João Lourenço, uma Toyota Hilux, que acabou sendo vendida logo após o desaparecimento do servidor. A suspeita é de que o investigado enfrentava dificuldades financeiras e teria decidido cometer o crime após ter um pedido de empréstimo negado pelo pai.
As apurações indicam que o filho contou com a ajuda de outros envolvidos tanto na execução do homicídio quanto na ocultação do corpo. Ao todo, seis pessoas foram presas por participação direta ou indireta no caso.
Segundo a investigação, o suspeito admitiu ter ido até a residência do pai armado e efetuado o disparo que matou a vítima. Em depoimento, ele relatou que comparsas o ajudaram a transportar o corpo, que foi posteriormente abandonado em uma área de mata no município de Trindade.
O crime começou a ser esclarecido após policiais localizarem a caminhonete da vítima em posse de terceiros, em Goiânia. A partir da identificação dos compradores, os investigadores chegaram ao filho de João Lourenço, que acabou confessando o homicídio e indicando o local onde o corpo havia sido deixado.
Servidor da Polícia Civil há cerca de 20 anos, João Lourenço atuava como motorista e também era responsável por atividades ligadas à base de abastecimento de viaturas da corporação. Ele desapareceu após sair de casa, em Goiânia, no último fim de semana. Familiares encontraram vestígios de sangue na residência e perceberam o sumiço da caminhonete e de cartões bancários da vítima, o que levantou suspeitas sobre a ocorrência de um crime.
Os três suspeitos apontados como executores foram autuados por latrocínio (roubo seguido de morte). Outros envolvidos responderão por receptação e favorecimento ao crime. As investigações continuam para esclarecer todos os detalhes do caso.



