Tribunal explica como os votos registrados nas urnas eletrônicas são somados e destaca mecanismos que permitem a fiscalização do processo por partidos, instituições e sociedade.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reforçou nesta quarta-feira (12) que o processo de totalização dos votos nas eleições brasileiras é aberto, auditável e acompanhado por diferentes mecanismos de fiscalização. A manifestação ocorre a menos de dois meses do primeiro turno das Eleições 2026.
A totalização corresponde à etapa em que os resultados registrados pelas urnas eletrônicas são reunidos para a definição dos candidatos eleitos. Embora seja uma das fases mais importantes da eleição, o procedimento não significa que o TSE tenha poder para alterar ou escolher os resultados produzidos pelas urnas.
Os votos são registrados em cada equipamento e, após o encerramento da votação, os resultados de cada seção eleitoral são consolidados pela Justiça Eleitoral.
Boletim de urna permite conferência dos resultados
Um dos principais instrumentos de fiscalização é o Boletim de Urna (BU), documento produzido pela própria urna eletrônica após o encerramento da votação.
O boletim apresenta a quantidade de votos registrada naquela seção eleitoral e permite que partidos, fiscais e outras entidades acompanhem os números antes mesmo da conclusão da totalização nacional.
Dessa maneira, os resultados divulgados posteriormente pela Justiça Eleitoral podem ser comparados com aqueles registrados individualmente nas seções.
O sistema integra uma série de procedimentos adotados pela Justiça Eleitoral para permitir a fiscalização das diferentes etapas da votação e da apuração.
Processo eleitoral pode ser fiscalizado
Segundo o TSE, diferentes entidades estão autorizadas a fiscalizar os sistemas eleitorais. Entre elas estão partidos políticos, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Congresso Nacional, Controladoria-Geral da União (CGU), Polícia Federal e instituições acadêmicas.
A fiscalização não fica restrita ao dia da eleição. Existem procedimentos realizados antes, durante e depois da votação para verificar o funcionamento dos sistemas utilizados pela Justiça Eleitoral.
O tribunal também promove testes e cerimônias públicas relacionados à preparação das urnas e aos sistemas responsáveis pelo processo eleitoral.
Eleições 2026 acontecem em outubro
Nas Eleições Gerais de 2026, os brasileiros irão escolher presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais.
O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Caso nenhuma candidatura alcance os critérios necessários para vencer as disputas para presidente ou governador na primeira votação, o segundo turno será realizado em 25 de outubro.
A Justiça Eleitoral intensificou nos últimos meses a divulgação de informações sobre o funcionamento das urnas eletrônicas e das diferentes etapas do processo eleitoral. O TSE também vem adotando medidas relacionadas à transparência, segurança e combate à desinformação durante as Eleições 2026.



