Sobrinho de Wilder contradiz candidato e diz que há acordo com Marconi para eventual segundo turno

Willis Morais afirma que tio e ex-governador tiveram encontros desde o ano passado; campanha de Wilder nega qualquer tratativa

O empresário Willis Morais, sobrinho do candidato ao Governo de Goiás Wilder Morais (PL), contradisse publicamente o tio e afirmou que existe, sim, um entendimento entre o senador e Marconi Perillo (PSDB) para um eventual segundo turno contra o governador Daniel Vilela (MDB).

Em entrevista ao Jornal Opção, Willis foi enfático ao contestar a versão apresentada pela campanha de Wilder.

“Ele tem acordo, sim, com Marconi Perillo, para um possível segundo turno. Agora ele falar que não tem acordo com o Marconi no segundo turno é, para mim, uma pura sacanagem”, afirmou.

Sobrinho cita encontros entre Wilder e Marconi

Segundo Willis, Wilder e Marconi teriam realizado encontros na Sete Táxi Aéreo, no Setor Santa Genoveva, em Goiânia, desde o ano passado. O empresário afirma ainda ter conhecimento de conversas realizadas fora de Goiás.

A declaração acrescenta um novo elemento à controvérsia iniciada depois que Marconi afirmou publicamente que poderia apoiar Wilder caso não avançasse ao segundo turno.

O tucano disse também que o movimento seria recíproco.

“Eu já disse publicamente nas minhas reuniões que, se eu não for para o segundo turno, apoio a candidatura dele. E ele já disse para muitos amigos que fará o mesmo”, declarou Marconi.

Wilder nega acordo e lança “Nenhum dos dois”

A versão de Marconi foi rejeitada pela campanha de Wilder. No último sábado (22), a equipe do candidato divulgou nota afirmando que “não há nenhuma tratativa com outras candidaturas para composição em um eventual segundo turno”.

Nas redes sociais, Wilder também publicou a mensagem “Nenhum dos dois”, em referência a Marconi Perillo e Daniel Vilela. A estratégia procura posicionar o candidato do PL como uma terceira via na disputa pelo Palácio das Esmeraldas, sem associação aos dois adversários.

Segundo a campanha, as articulações estão concentradas exclusivamente no primeiro turno e qualquer negociação sobre alianças somente seria discutida após o resultado das urnas.

Versões opostas aumentam pressão sobre Wilder

A manifestação de Willis ganha peso político por partir de um familiar próximo do candidato e por apresentar detalhes sobre supostos encontros entre Wilder e Marconi.

Até agora, portanto, existem três versões públicas: Marconi afirma que há uma sinalização de apoio recíproco; Wilder nega qualquer acordo; e agora o próprio sobrinho do candidato do PL sustenta que o entendimento existe.

A divergência coloca novamente no centro da campanha uma questão estratégica para a oposição: Marconi e Wilder estarão juntos caso apenas um deles chegue ao segundo turno contra Daniel Vilela?

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