Operação da Polícia Civil do Distrito Federal teve como alvo oito investigados, de 19 a 31 anos, suspeitos de discutir ações violentas contra prédios públicos durante o período eleitoral de 2026.
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga um grupo suspeito de planejar atentados em Brasília durante o período eleitoral de 2026. A investigação resultou na Operação Rede Interrompida, que teve como alvo oito pessoas e cumpriu medidas judiciais em cinco estados brasileiros.
Os investigados têm entre 19 e 31 anos. Segundo as informações divulgadas sobre o caso, integrantes do grupo utilizavam ambientes virtuais para trocar mensagens e discutir possíveis ações violentas na capital federal.
A investigação ganhou atenção especialmente pelo momento em que os supostos ataques estariam sendo planejados: o período das eleições de 2026, quando Brasília concentra intensa movimentação política e institucional.
Grupo discutia ataques a prédios públicos
As apurações apontam que os suspeitos compartilhavam informações relacionadas à fabricação de artefatos explosivos e analisavam prédios públicos de Brasília. Entre os possíveis alvos mencionados durante as investigações estaria o Palácio do Planalto.
As conversas teriam ocorrido principalmente por meio de grupos no Telegram. O conteúdo analisado pelas autoridades teria revelado discussões sobre invasões, ataques e utilização de explosivos durante o período eleitoral.
A ação policial buscou apreender equipamentos eletrônicos e outros materiais que possam contribuir para esclarecer o grau de envolvimento de cada investigado e verificar até que ponto os planos discutidos avançaram.
Investigados estavam espalhados pelo país
A investigação identificou participantes em diferentes estados, o que levou ao cumprimento de medidas judiciais fora do Distrito Federal.
Ao todo, oito investigados foram alvo da operação. O caso é apurado, entre outros possíveis crimes, sob a suspeita de associação criminosa.
O material apreendido deverá passar por análise dos investigadores. A expectativa é que dados encontrados em celulares, computadores e outros dispositivos possam ajudar a reconstruir as comunicações mantidas entre os integrantes e esclarecer os planos atribuídos ao grupo.
Como a investigação continua em andamento, eventuais responsabilidades individuais ainda dependem da conclusão das apurações.



