O vídeo da prisão de uma advogada em um escritório em Cocalzinho de Goiás ganhou uma nova camada de repercussão após o posicionamento do Coronel Edson Raiado, figura influente na segurança pública e conhecido por sua atuação em operações de grande visibilidade em Goiás.
Em vídeo divulgado em suas redes sociais, o militar analisou a ocorrência, defendendo a atuação da Polícia Civil e questionando o que chamou de “construção de narrativas”.
Raiado utilizou suas plataformas para pedir “clareza” sobre o ocorrido. Segundo o Coronel, há um esforço para colocar a profissional como “vítima da sociedade”, ignorando os fatos que levaram à voz de prisão dada pelo delegado.
“Prerrogativa profissional existe e deve ser respeitada, mas não é salvo-conduto para desacatar, ofender ou descumprir ordem legal”, pontuou o militar no vídeo.
Sobre o caso
A advogada Áricka Cunha foi detida na quarta-feira (15) dentro do próprio escritório, em Cocalzinho de Goiás, sob acusação de difamação contra um delegado da Polícia Civil de Goiás por causa de publicações em redes sociais. A cena foi filmada e viralizou nas redes desde então, provocando reação de entidades da advocacia e políticos.
No vídeo que circula nas redes desde a quarta, o delegado Christian Zilmon Mata dos Santos aparece dentro do escritório da advogada, armado com um fuzil, enquanto ela tenta telefonar e registrar a abordagem. Áricka afirma que está sendo presa em flagrante por difamação por causa de postagens em rede social, nega ter cometido o crime e protesta contra a condução.
Ao longo da gravação, ela é retirada do local sob gritos de “censura”.
Em nota divulgada na quinta-feira (16), a Polícia Civil de Goiás informou que o caso foi levado ao conhecimento da Gerência de Correições e Disciplina da corporação, que estaria tomando as providências para a apuração do ocorrido. No mesmo dia, a OAB-GO afirmou ter pedido a instauração imediata de procedimentos contra o delegado e classificou a prisão como arbitrária.
A seccional goiana diz que houve invasão de escritório de advocacia, condução coercitiva e uso de algemas, em afronta às prerrogativas profissionais. Segundo a entidade, o episódio desrespeitou a inviolabilidade do espaço de trabalho da advogada e ultrapassou os limites legais para a prisão de profissionais em exercício.



