Os suspeitos de participar do estupro coletivo de uma jovem de 21 anos, em Bela Vista de Goiás, na Região Metropolitana de Goiânia, chegaram a trocar mensagens com a vítima após o crime. Segundo a Polícia Civil, alguns deles admitiram ter mantido relações sexuais com a jovem, enquanto outros negaram os abusos e disseram que apenas deram banho nela. Parte das mensagens foi apagada posteriormente.
De acordo com a delegada Magda D’Ávila, responsável pelo caso, a própria vítima procurou os investigados para tentar entender o que havia acontecido. Ela não se lembrava dos acontecimentos após consumir bebidas alcoólicas na quitinete onde o grupo estava reunido.
A jovem começou a recuperar a consciência somente quando já estava no Centro de Bela Vista de Goiás. Uma testemunha contou a ela sobre os abusos, o que a levou a questionar os suspeitos por mensagens.
O crime ocorreu na segunda-feira (26). Três homens, de 21, 25 e 30 anos, foram presos em flagrante na terça-feira (27). Um adolescente de 14 anos, também suspeito de participação, foi apreendido na quinta-feira (29). A Justiça decretou a prisão preventiva dos três adultos.
Investigação
Segundo a Polícia Civil, os depoimentos dos investigados apresentam contradições. Enquanto alguns negaram a violência sexual, outros reconheceram que tiveram relações com a jovem.
A investigação também apura se alguma substância foi colocada na bebida consumida pela vítima. A suspeita surgiu porque ela relata não se recordar do que aconteceu depois de beber e não ter condições de reagir ou expressar consentimento.
A delegada já havia informado que os suspeitos teriam se revezado nos abusos, enquanto um deles permaneceu na porta da quitinete para controlar a entrada e a saída de pessoas.
As investigações continuam para esclarecer todas as circunstâncias do crime e verificar se houve a participação de outras pessoas.



