ONU classifica como “repugnante” plano dos EUA de transmitir execução ao vivo

A Organização das Nações Unidas (ONU) criticou nesta sexta-feira (9) a intenção dos Estados Unidos de transmitir ao vivo a execução de Nidal Hasan, condenado pelo assassinato de 13 pessoas em uma base militar americana em 2009. A entidade classificou a proposta como “repugnante” e alertou para uma possível violação das normas internacionais que proíbem a tortura e os tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes. 

A manifestação foi feita pelo porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, durante uma entrevista coletiva em Nova York. Segundo ele, exibir uma execução em tempo real pode equivaler a uma execução pública e representar uma violação dos direitos humanos.

O caso envolve Nidal Hasan, ex-psiquiatra do Exército dos Estados Unidos, condenado por um ataque a tiros na base militar de Fort Hood, no Texas, em novembro de 2009. Na ocasião, 13 pessoas morreram e outras 32 ficaram feridas.

Execução está prevista para dezembro

A execução de Hasan está marcada para 3 de dezembro, na mesma base militar onde ocorreu o ataque. Ele deverá ser morto por um pelotão de fuzilamento, método que não é utilizado pelas Forças Armadas americanas desde 1945, segundo informações divulgadas pela imprensa internacional. 

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, defendeu que a execução seja pública, argumentando que a população deve compreender as consequências de crimes dessa gravidade.

A possibilidade de transmissão ao vivo provocou críticas de representantes internacionais e reacendeu o debate sobre a pena de morte e os limites da exposição pública de execuções.

A decisão sobre a transmissão ainda envolve questões relacionadas à autorização e às regras aplicáveis às emissoras de televisão americanas. 

CONTEÚDO RELACIONADO

Mais notícias

Boletim Goiás - espaço 300x250