A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou nesta quinta-feira (7) cinco casos de hantavírus relacionados ao surto registrado no cruzeiro MV Hondius, que segue em isolamento no Oceano Atlântico após registrar mortes e suspeitas da doença entre passageiros e tripulantes.
Segundo autoridades internacionais, outros três casos ainda estão sob investigação. O navio, que partiu da Argentina e passou por regiões da Antártida e do Atlântico Sul, enfrenta uma operação internacional de monitoramento sanitário coordenada pela OMS e governos europeus.
O surto já provocou três mortes e mobilizou equipes médicas de diferentes países. O governo das Ilhas Canárias informou que o cruzeiro não deverá atracar diretamente em portos da região, e os passageiros serão avaliados a bordo antes de qualquer desembarque.
A OMS afirmou que o risco de transmissão em larga escala é considerado baixo, mas mantém o rastreamento de passageiros e tripulantes que tiveram contato próximo com os infectados. A suspeita é de que a variante identificada seja a cepa andina do hantavírus, considerada rara e uma das únicas capazes de transmissão entre humanos.
As autoridades de saúde seguem investigando a origem do surto, que pode ter começado antes mesmo do embarque do navio.



