O novo Moto Watch, desenvolvido pela Motorola em parceria com a Polar, aposta no monitoramento da saúde e das atividades físicas para conquistar consumidores que buscam um smartwatch intermediário. Testado durante três semanas pelo Guia de Compras do UOL, o dispositivo apresentou bons resultados no acompanhamento do sono e na duração da bateria, mas teve dificuldades em alguns exercícios.
O relógio utiliza algoritmos da Polar para interpretar informações como frequência cardíaca, passos, calorias, qualidade do sono e níveis de estresse. Os dados são apresentados no aplicativo Moto Watch, que também oferece orientações sobre recuperação física e permite acompanhar a evolução dos treinos.
Monitoramento do sono é um dos destaques
Entre os pontos positivos, o teste destacou a capacidade de identificar as fases do sono — leve, profundo e REM — e registrar interrupções durante a noite. O aplicativo também apresenta explicações sobre as métricas, o que pode facilitar o uso por quem está começando a acompanhar a própria saúde.
O dispositivo monitora ainda a frequência cardíaca, a saturação de oxigênio no sangue e os níveis de estresse. Entre os recursos adicionais estão lembretes para beber água, levantar durante períodos prolongados sentado e tomar medicamentos.
Bateria dura uma semana em uso intenso
A autonomia foi outro destaque da avaliação. Embora a Motorola prometa até 13 dias de bateria em uso moderado, o relógio permaneceu ligado por sete dias durante os testes, mesmo com treinos frequentes, GPS ativado e tela sempre ligada.
O modelo tem tela AMOLED de 1,43 polegada, caixa de 47 milímetros e peso aproximado de 55 gramas com a pulseira de silicone. A construção inclui proteção IP68 contra água e poeira e vidro Gorilla Glass 3.
O sistema operacional permite atender chamadas, consultar notificações, controlar músicas e acionar a câmera do celular remotamente.
Precisão durante exercícios exige melhorias
Apesar dos recursos, o Moto Watch apresentou limitações durante atividades físicas mais intensas. Segundo o teste, o sensor de frequência cardíaca registrou valores acima do esperado durante corridas, em comparação com outro relógio esportivo utilizado simultaneamente.
O GPS de dupla frequência também demorou pouco mais de um minuto para localizar os satélites em alguns treinos ao ar livre. Na esteira, o dispositivo apresentou demora para atualizar a velocidade, o que pode atrapalhar quem acompanha sessões com ritmo definido.
Outro ponto de atenção foi a coroa giratória, considerada sensível demais durante o uso.
Para quem vale a pena?
A avaliação aponta que o Moto Watch pode ser uma opção para quem deseja começar a monitorar o sono, a rotina e os exercícios sem investir em modelos mais avançados. A interface simples, os recursos de saúde e a autonomia da bateria são os principais atrativos.
Por outro lado, quem pratica corrida com frequência ou precisa de medições mais consistentes durante treinos intensos pode encontrar limitações no aparelho.
Na publicação de quinta-feira (15), o UOL informou que o relógio era encontrado por cerca de R$ 988 no Mercado Livre. O preço pode variar conforme a loja e a versão comercializada.



