Manifestantes voltam a ocupar praças em Portugal em protesto pelo direito à moradia

Manifestantes voltaram a montar barracas em praças de Lisboa e do Porto, em Portugal, para protestar contra a crise habitacional e reivindicar melhores condições de acesso à moradia. Os movimentos decidiram retomar as ocupações nesta terça-feira (3), mesmo após operações policiais que retiraram acampamentos e detiveram participantes nos últimos dias.

Na capital portuguesa, os integrantes do movimento Acampada de Lisboa aprovaram a retomada dos protestos na Praça do Rossio. A decisão ocorre após uma determinação do Tribunal Administrativo de Lisboa que autorizou uma manifestante a permanecer no local com uma barraca até 24 de novembro.

A decisão judicial estabeleceu condições para a continuidade da manifestação, incluindo a necessidade de conciliar a ocupação com outros eventos programados para a praça, onde será realizado um mercado de Natal.

No Porto, manifestantes também voltaram a instalar barracas na Praça Dom João I. Segundo informações da imprensa portuguesa, 14 tendas e uma estrutura de papelão foram montadas durante a madrugada.

Crise habitacional

Os protestos começaram em outubro e ganharam força diante da alta dos preços dos imóveis e dos aluguéis no país. Os manifestantes criticam as dificuldades enfrentadas pela população para conseguir uma moradia e cobram medidas do governo para ampliar o acesso à habitação.

Entre as reivindicações estão a revisão da legislação sobre arrendamento, a suspensão de despejos sem alternativa habitacional, o aumento da oferta de moradias públicas e medidas para conter a especulação imobiliária.

Os movimentos também contestam um projeto de lei do governo português que prevê mudanças nas regras de aluguel e facilita os despejos.

A mobilização ganhou repercussão após operações da Polícia de Segurança Pública (PSP) para desmontar os acampamentos nas duas cidades. Em uma das ações, realizada em outubro, 55 pessoas foram detidas e posteriormente liberadas.

Os organizadores afirmam que pretendem manter a pressão sobre as autoridades até que as reivindicações sejam atendidas.

CONTEÚDO RELACIONADO

Mais notícias

Boletim Goiás - espaço 300x250