Lula empata no limite com Flávio Bolsonaro e vê adversários encostarem em cenários de 2º turno, aponta Nexus/BTG

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece em empate técnico com o senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno da eleição presidencial, segundo pesquisa Nexus/BTG divulgada nesta segunda-feira (27). O levantamento também indica cenários competitivos contra os ex-governadores Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), reforçando um quadro de disputa acirrada.

Na simulação entre Lula e Flávio Bolsonaro, o petista registra 46% das intenções de voto, contra 45% do senador — diferença dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, caracterizando empate técnico. Brancos, nulos ou eleitores que não escolheriam nenhum dos dois somam 8%, enquanto 1% não soube ou não respondeu.

O cenário repete praticamente o retrato de março, quando ambos apareciam com 46%, indicando estabilidade na disputa entre os dois nomes.

Já na projeção contra Romeu Zema, Lula lidera numericamente com 45%, frente a 41% do ex-governador de Minas Gerais. Neste caso, 12% declararam voto em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, e 2% não responderam. Em relação ao levantamento anterior, Lula oscilou um ponto para baixo, enquanto Zema avançou um ponto percentual.

Contra Ronaldo Caiado, o atual presidente também aparece à frente, com 45% das intenções de voto, ante 41% do ex-governador de Goiás. Brancos e nulos somam 11%, e 2% não souberam ou não responderam. Em março, os números eram semelhantes: Lula tinha 46% e Caiado mantinha os mesmos 41%, evidenciando estabilidade no cenário.

Metodologia

A pesquisa Nexus/BTG ouviu 2.028 eleitores entre os dias 24 e 26 de abril, por meio de entrevistas telefônicas. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pelo banco BTG Pactual e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-01075/2026.

O conjunto dos dados indica um ambiente eleitoral competitivo e sem ampla vantagem consolidada, com diferentes nomes da oposição mantendo desempenho próximo ao do atual presidente em cenários de segundo turno.

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