Goiás declara emergência em saúde pública por Síndrome Respiratória Aguda Grave

O Governo de Goiás decretou estado de emergência em Saúde devido à Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) e aumento das ocupações de unidades de terapia intensiva (UTI). De acordo com o documento publicado no Diário Oficial do Estado (DOE), a medida determina a instalação do Centro de Operações de Emergência em Saúde por Síndrome Respiratória Aguda Grave (Coe-Srag), que dará foco à doença, sendo coordenado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES). 

O decreto foi assinado pelo governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), e publicado na quarta-feira (15). A SES também poderá, durante a situação de emergência, fazer a compra pública de insumos e materiais de saúde, além de contratar serviços focados exclusivamente no atendimento à situação de emergência. 

Licitações sugeridas à situação de emergência também não poderão ser dispensadas, exceto na falta de interesse público sobre o pedido. A Secretaria de Saúde também pode definir regras para o enfrentamento da Srag, como criar critérios para o diagnóstico da doença.

O decreto autoriza a contratação de servidores temporários para auxiliar no combate da síndrome, e servidores podem ser remanejados para outras unidades de saúde. 

Casos

De acordo com o último relatório da Secretaria de Saúde, 2.560 casos da doença foram registrados este ano, 2026. Em uma comparação o mesmo período em 2025, o órgão afirmou que não houve um aumento do número de casos, tendo sido de 2.909 no ano passado.

O órgão também destacou que a cobertura vacinal ainda é baixa no estado, sendo de apenas 8,69%, com 115 mil doses aplicadas contra a influenza, doença que leva a Srag. A vacinação continua na rede pública para grupos prioritários. 

O decreto não define uma previsão para o fim do estado de emergência.

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