O Ministério Público de Goiás (MPGO) decidiu cancelar a segunda fase do concurso para promotor de Justiça substituto após identificar uma irregularidade no armazenamento de uma das provas aplicadas durante o certame. A decisão foi tomada pela comissão organizadora, que determinou a reaplicação das avaliações discursivas nos dias 21, 22 e 23 de agosto.
O problema foi constatado durante a conferência do material já corrigido, quando uma das provas foi encontrada fora do envelope lacrado destinado ao armazenamento dos cadernos de resposta. Segundo o MPGO, o exame teria sido colocado por engano em um envelope diferente durante a aplicação da prova e permaneceu em uma sala da secretaria da comissão organizadora.
Apesar de o órgão afirmar que não houve indícios de fraude, violação de conteúdo ou acesso indevido ao material, a comissão entendeu que a situação comprometeu a segurança e a credibilidade do processo seletivo, optando pela anulação de toda a etapa para preservar a lisura do concurso.
O concurso oferece 37 vagas para o cargo de promotor de Justiça substituto, com salário inicial de aproximadamente R$ 34 mil, e é considerado um dos mais disputados da carreira jurídica em Goiás.
A irregularidade foi identificada quase um mês após a realização das provas subjetivas, aplicadas entre os dias 24 e 26 de abril. Com a decisão, todos os candidatos que participaram da segunda fase terão que refazer as avaliações discursivas nas novas datas estabelecidas pela comissão organizadora.
Em nota, o Ministério Público de Goiás afirmou que a medida foi adotada para garantir a transparência, a equidade, a impessoalidade e a segurança do concurso público.



