Como proteger seu Pix e WhatsApp: configurações obrigatórias para blindar seu celular contra golpes

Com a popularização do Pix pelo WhatsApp, cresce também a preocupação com a segurança das transações e o risco de golpes digitais. Especialistas em tecnologia alertam que, apesar da praticidade, usuários precisam configurar corretamente o aplicativo para evitar fraudes e roubos de dados.

O WhatsApp, plataforma com criptografia de ponta-a-ponta por padrão — o que protege as mensagens de interceptação — continua sendo alvo de tentativas de golpes e invasões, muitas vezes por meio de engenharia social ou roubo de acesso ao aparelho.

Para ampliar a proteção de sua conta e blindar transações, há três configurações essenciais de segurança que todos os usuários deveriam ativar:

🔐 1. Verificação em duas etapas

Esse recurso adiciona uma camada extra de proteção à sua conta. Com ele, o WhatsApp exige a digitação de um PIN de seis dígitos sempre que a conta for registrada em outro dispositivo, dificultando a ativação indevida por terceiros.

🔒 2. Bloqueio do app com biometria

Ativar a exigência de biometria ou senha para abrir o WhatsApp impede que alguém com acesso físico ao celular visualize mensagens, contatos ou tente operações financeiras sem permissão.

🛡️ 3. Configurações avançadas de privacidade

Limitar quem pode ver sua foto de perfil, status, recado e grupo ajuda a evitar que golpistas coletem informações pessoais para criar mensagens de golpe parecidas com comunicações reais.

Além dessas medidas, o próprio WhatsApp deve lançar, nas próximas semanas, configurações rigorosas de conta que aumentam a proteção contra tentativas de invasão mais sofisticadas. Esse modo inclui ferramentas que bloqueiam anexos de contatos desconhecidos, limitam convites a grupos e previnem adições automáticas — tudo para reduzir vetores de ataque em perfis em risco.

📍 Pix integrado ao WhatsApp e riscos

A possibilidade de fazer Pix diretamente pelo WhatsApp traz ainda mais conveniência, mas também exige atenção redobrada: criminosos têm usado engenharia social para induzir vítimas a autorizar transações que, à primeira vista, parecem legítimas. A melhor defesa é confirmar sempre a identidade do solicitante por outro canal, conferir a chave correta antes de enviar qualquer valor e limitar valores diários por segurança.

Especialistas também lembram que o Banco Central está reforçando as regras de segurança do Pix para impedir fraudes — com mecanismos que rastreiam transações suspeitas e os caminhos de valores enviados em casos de tentativa de golpe.

💡 Resumo: a segurança digital depende tanto das ferramentas oferecidas pelos aplicativos quanto dos hábitos dos usuários. Ativar todas as opções disponíveis de proteção e manter o celular e os apps sempre atualizados são passos fundamentais para reduzir o risco de golpes e prejuízos.

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