A Comissão Especial de Inquérito (CEI) dos Fios Soltos, da Câmara Municipal de Goiânia, concluiu a elaboração de um projeto que propõe mudanças na infraestrutura urbana da capital. A principal medida prevê que todos os novos loteamentos e empreendimentos sejam obrigados a utilizar redes subterrâneas de energia elétrica e telecomunicações, proibindo a instalação de novas fiações aéreas.
A proposta também sugere que a substituição da atual rede aérea no Centro de Goiânia ocorra de forma gradual, em sintonia com as ações do programa Viva o Centro, que busca revitalizar a região central da cidade.
Segundo o presidente da CEI, vereador Coronel Urzêda (PL), o texto será entregue ao prefeito Sandro Mabel (União Brasil) como sugestão para a elaboração de um novo Código de Infraestrutura Urbana. A estratégia, segundo o parlamentar, é permitir que o Executivo apresente oficialmente o projeto à Câmara Municipal, evitando possíveis questionamentos jurídicos sobre vício de iniciativa.
“Os novos loteamentos que surgirem terão que ser subterrâneos, não poderão ser mais aéreos. E a gente quer que o Centro seja uma ideia também. Eu sei que é caro, mas já existe uma certa estrutura na Rua 8 para a gente poder tornar subterrâneo também”, afirmou Urzêda.
O vereador explicou ainda que a proposta não apresenta uma estimativa de custos, já que caberá ao Poder Executivo realizar os estudos técnicos e financeiros necessários para a implantação das medidas.
“Estamos entregando um presente para o prefeito. Ele poderá aprimorar o texto, acrescentar o que entender necessário e encaminhá-lo para a Câmara”, acrescentou.
A proposta recebeu o nome de Projeto Natály Rodrigues do Nascimento, em homenagem à jovem que morreu após ser atingida por um fio solto na região central de Goiânia. Para os integrantes da comissão, a iniciativa busca reduzir riscos à população e prevenir novos acidentes relacionados à infraestrutura aérea.
Centro pode facilitar implantação
Integrante da CEI, a vereadora Kátia Maria (PT) afirmou que parte da infraestrutura subterrânea já existe na região central da capital, especialmente na Rua 8 (Rua do Lazer), onde as obras de revitalização utilizam esse modelo.
Segundo a parlamentar, outras vias importantes do Centro também podem contar com estruturas subterrâneas implantadas em intervenções realizadas anos atrás, o que poderá facilitar futuras ampliações da rede.
“Na Rua do Lazer eu tenho certeza, porque nós estamos lá e estamos movimentando, mas eu suspeito, eu imagino, que as principais avenidas dentro do manto de Nossa Senhora têm”, declarou.
Caso seja acolhida pela Prefeitura e posteriormente aprovada pela Câmara Municipal, a proposta poderá promover uma transformação gradual da infraestrutura urbana de Goiânia, reduzindo a quantidade de cabos expostos nos postes, diminuindo a poluição visual e ampliando a segurança da população em áreas de maior circulação.



