Advogada é suspeita de desviar cerca de R$ 600 mil de clientes em Goiás, diz polícia

Uma advogada goiana foi presa preventivamente durante uma operação da Polícia Civil após ser investigada por suspeita de desviar aproximadamente R$ 600 mil de clientes. A prisão ocorreu em um resort na Bahia, enquanto também foram cumpridos mandados de busca e apreensão no escritório da investigada, localizado no Setor Oeste, em Goiânia.

De acordo com as investigações, pelo menos 17 pessoas teriam sido vítimas do suposto esquema, que começou a ser praticado em 2014. A suspeita atuava principalmente com ações de revisão de financiamentos imobiliários, oferecendo a clientes a promessa de redução das parcelas e negociação das dívidas.

Segundo a polícia, após conquistar a confiança das vítimas, a advogada solicitava depósitos alegando que os valores seriam utilizados para quitar acordos firmados com instituições financeiras. No entanto, o dinheiro não era repassado às imobiliárias nem aos bancos.

A investigação aponta que, acreditando que as negociações estavam sendo cumpridas, muitos clientes deixavam de pagar as prestações dos financiamentos. Como consequência, os contratos acumulavam juros, encargos e aumentavam significativamente o valor das dívidas.

Ainda conforme a Polícia Civil, a advogada conquistava novos clientes por meio de indicações e de pessoas responsáveis por captar interessados nos serviços. A corporação acredita que o número de vítimas pode ser ainda maior e orienta que possíveis prejudicados procurem a delegacia para registrar ocorrência.

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) informou que acompanhou o cumprimento dos mandados por meio do Sistema de Defesa das Prerrogativas. A entidade ressaltou que eventuais infrações disciplinares serão apuradas em procedimento próprio, garantindo à investigada o direito ao contraditório e à ampla defesa.

A suspeita permanece presa na Bahia e deverá ser transferida para Goiás nos próximos dias. As investigações continuam para identificar outras possíveis vítimas e dimensionar o prejuízo causado pelo suposto esquema.

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