O prédio conhecido como Redondo da Araguaia, localizado no Centro de Goiânia, poderá ser implodido caso os proprietários não apresentem uma solução para o imóvel, que está inacabado há mais de três décadas. O prefeito Sandro Mabel afirmou que vai estabelecer um prazo para que os donos avancem com o projeto de reforma.
Segundo o prefeito, os proprietários informaram que pretendem preparar uma proposta para aproveitar a estrutura existente e transformar o espaço em apartamentos destinados a aluguel por temporada.
“Se eles não derem uma solução num prazo que nós vamos estabelecer junto com eles, esse edifício deve ser implodido. Então nós devemos derrubar esse edifício para que eles possam fazer outra coisa aqui”, afirmou Mabel em entrevista à TV Anhanguera.
O prefeito também solicitou medidas para impedir novas ocupações irregulares no local. Entre as providências estão a substituição dos tapumes danificados e a construção de um muro reforçado para dificultar o acesso ao prédio.
De acordo com a Prefeitura de Goiânia, avaliações estruturais recentes indicaram que as fundações e as lajes estão preservadas, condição que permitiria dar continuidade à construção sem comprometer a estabilidade da edificação.
Obra foi interrompida em 1995
A construção do Redondo da Araguaia começou em 1994, mas foi interrompida no ano seguinte, quando aproximadamente 30% do projeto havia sido executado. Desde então, o prédio permaneceu inacabado e se tornou motivo de reclamações de moradores e comerciantes da região central.
Em outubro deste ano, a Guarda Civil Metropolitana encontrou seis pessoas abrigadas irregularmente na estrutura. Também foram registrados casos de tráfico de drogas, furtos e lesão corporal nas proximidades, segundo informações da Polícia Militar.
Diante das condições do imóvel, o proprietário foi autuado pela prefeitura por falta de manutenção e por problemas relacionados à segurança e à salubridade. Equipes da assistência social também estiveram no local para oferecer encaminhamentos às pessoas que ocupavam a área.
A prefeitura agora aguarda o avanço da proposta dos proprietários para definir o futuro do edifício. Caso não haja uma solução dentro do prazo estabelecido, a administração municipal admite a possibilidade de demolição.



