Presidente do Irã afirma na ONU que paz com os EUA não será alcançada no campo de batalha

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta quarta-feira (23), durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, que uma eventual paz com os Estados Unidos não será construída por meio de ações militares. Segundo ele, Teerã não aceitará que o Estreito de Ormuz seja utilizado para ampliar a insegurança na região.

Durante o discurso, Pezeshkian criticou o bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos ao Irã e acusou Washington de utilizar mísseis e outras tecnologias militares contra áreas próximas ao estreito.

O presidente iraniano também rejeitou as acusações de terrorismo feitas pelo governo norte-americano. Ele afirmou que o Irã nunca iniciou uma guerra e declarou que a população do país é vítima de ataques.

Pezeshkian mencionou ainda a morte do antigo líder supremo iraniano, Ali Khamenei, e apresentou fotografias de Khamenei e de crianças mortas nos primeiros dias da atual guerra.

A declaração ocorreu um dia depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar na própria ONU que teria de escolher entre “aniquilar” o Irã ou alcançar um acordo. Trump também disse que uma solução diplomática poderia depender das eleições legislativas norte-americanas, previstas para novembro.

Apesar das críticas, Trump confirmou a possibilidade de uma reunião entre representantes dos dois países durante a Assembleia Geral da ONU. As negociações indiretas entre Washington e Teerã haviam entrado em colapso em junho.

Ao responder às ameaças norte-americanas, Pezeshkian afirmou que o Irã não pretende ceder diante de sanções e pressões. Segundo ele, a resistência iraniana aumentará diante das medidas adotadas pelos Estados Unidos.

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