Um dos episódios mais violentos da atual escalada no Oriente Médio deixou um rastro de destruição no Líbano. Em uma ofensiva aérea considerada a mais intensa desde o início do conflito, Israel lançou cerca de 160 mísseis em apenas 10 minutos, atingindo dezenas de alvos e provocando a morte de mais de 250 pessoas.
De acordo com autoridades israelenses, a operação teve como alvo mais de 100 estruturas ligadas ao grupo Hezbollah, incluindo centros de comando e instalações militares espalhadas por Beirute, pelo Vale do Bekaa e pelo sul do país.
A ação mobilizou dezenas de aeronaves e foi descrita pelo próprio Exército de Israel como o maior ataque coordenado desde o início da guerra, iniciada em março deste ano.
Imagens divulgadas após os bombardeios mostram prédios destruídos, áreas inteiras reduzidas a escombros e equipes de resgate atuando em meio ao caos para retirar vítimas. Hospitais ficaram sobrecarregados diante do grande número de feridos.
O ataque ocorreu mesmo em meio a um cessar-fogo recente entre Estados Unidos e Irã, que previa a redução das tensões na região. No entanto, o Líbano acabou ficando fora do acordo, o que aumentou ainda mais a instabilidade e levantou dúvidas sobre a efetividade da trégua.



