O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou nesta quarta-feira (8) a suspensão imediata das relações comerciais com a Espanha, intensificando a crise diplomática entre os dois países. A medida foi anunciada durante a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), realizada em Ancara, na Turquia.
Segundo Trump, a decisão foi motivada pela recusa do governo espanhol em aderir à nova meta da Otan de elevar os gastos com defesa para 5% do Produto Interno Bruto (PIB), além de divergências sobre o apoio norte-americano no conflito envolvendo o Irã. O republicano voltou a classificar a Espanha como uma “parceira terrível” dentro da aliança militar.
Esta é a segunda vez que Trump afirma ter ordenado a interrupção do comércio entre os dois países. Em março, ele fez anúncio semelhante, mas as relações comerciais seguiram normalmente. Desta vez, o presidente afirmou ter instruído o secretário do Tesouro, Scott Bessent, a colocar a medida em prática.
Apesar do anúncio, especialistas apontam que a implementação de uma suspensão total do comércio enfrenta obstáculos legais, já que a política comercial dos Estados Unidos em relação à Espanha também envolve acordos firmados com a União Europeia. Analistas avaliam que uma medida dessa magnitude dependeria de instrumentos jurídicos específicos, como a declaração de emergência nacional.
O governo espanhol minimizou a declaração de Trump. O primeiro-ministro Pedro Sánchez afirmou que manteve uma conversa cordial com o presidente norte-americano durante a cúpula e reforçou o compromisso da Espanha com a Otan, destacando, inclusive, o envio de tropas para uma missão da aliança na Finlândia.



