A substituição da iluminação pública na Cidade de Goiás, no noroeste do estado, tem provocado debate entre moradores e especialistas. A prefeitura iniciou a troca das tradicionais lâmpadas de luz amarela, instaladas em postes coloniais, por lâmpadas de luz branca, o que gerou críticas por, segundo a população, descaracterizar a arquitetura histórica do município.
De acordo com a administração municipal, as lâmpadas amarelas utilizadas até então são de vapor de sódio, enquanto as novas são de LED. A prefeitura argumenta que a mudança se deve a critérios técnicos e financeiros, já que as lâmpadas de LED oferecem maior capacidade de iluminação, menor custo e durabilidade
significativamente superior às de vapor de sódio.
Apesar das vantagens apontadas, a tonalidade amarela sempre foi adotada para reproduzir o visual dos antigos lampiões que iluminavam a cidade durante o período colonial, contribuindo para a preservação da identidade histórica do local. Para o conselheiro do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Goiás (CAU-GO), David Finotti, a luz branca remete a uma estética mais contemporânea, destoando do conjunto arquitetônico da cidade.
“Essa iluminação com temperatura de cor mais quente, mais próxima do tom amarelado, integra um conjunto que remete à memória e ao sentimento de afeto da população que ocupa esse espaço”, explicou.
Diante da repercussão negativa, a prefeitura informou que estuda alternativas para manter a tecnologia LED sem abrir mão da tonalidade tradicional. Segundo o secretário de Administração da Cidade de Goiás, Dorival Salomé de Aquino, uma das possibilidades é adaptar o lampião, especialmente o vidro que envolve a lâmpada, para alcançar um tom mais amarelado.
“O objetivo é garantir a qualidade do LED, mas preservando a tonalidade original da iluminação”, afirmou o secretário.

