Traficante ligado a Beira-Mar é solto por erro judicial em Goiás e segue foragido

Um erro na execução de um alvará de soltura resultou na liberação indevida de um dos criminosos ligados ao alto escalão do tráfico no Brasil. Leomar de Oliveira Barbosa, conhecido como “Playboy”, deixou a prisão em 2018 e, desde então, nunca mais foi localizado pelas autoridades.

Atualmente com 63 anos, ele é apontado como braço direito de Fernandinho Beira-Mar, uma das principais lideranças do Comando Vermelho, e integra a lista de foragidos mais procurados do país, elaborada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

A soltura ocorreu no Presídio Estadual de Formosa, em Goiás, após agentes penitenciários cumprirem um alvará expedido pelo Supremo Tribunal Federal. No entanto, mesmo com o documento, o detento não poderia ter sido liberado, já que ainda respondia a processos e tinha condenações em andamento na Justiça estadual.

Na época, Playboy ainda precisava cumprir mais de 12 anos de pena para ter direito à progressão do regime fechado. Ele estava preso por tráfico de drogas desde o início da década de 1990 e acumulava condenações que impediam sua liberação naquele momento.

Após deixar a unidade prisional, o suspeito desapareceu e permanece foragido desde então, tornando-se um dos casos mais emblemáticos de falha no sistema penitenciário recente.

Goiás já recebeu outros líderes do crime

O caso não é isolado quando se trata da presença de grandes nomes do crime organizado em território goiano. Um exemplo é Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, chefe do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Ele esteve preso em Aparecida de Goiânia em 2002, onde permaneceu por poucos dias antes de ser transferido de volta ao sistema penitenciário do Distrito Federal. A transferência ocorreu após inconsistências no procedimento que levou sua ida ao estado, o que motivou sua devolução imediata.

Atualmente, enquanto Marcola segue sob custódia do sistema federal, Playboy continua foragido, sendo considerado de alta periculosidade e alvo de buscas no Brasil e no exterior.

O episódio reacende discussões sobre falhas administrativas no sistema prisional e os impactos diretos que esses erros podem gerar na segurança pública.

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