Protetores de animais estão organizando uma manifestação para pedir justiça pela morte do cão Brutus, ocorrida no último domingo (5), em Goiânia. O ato está marcado para o próximo dia 12 de abril, a partir das 8h, no Parque Flamboyant.
O animal foi morto com um disparo de arma de fogo efetuado por um soldado do Corpo de Bombeiros, no estacionamento do Estádio Serra Dourada. O caso gerou forte comoção entre moradores e defensores da causa animal, que questionam a conduta do militar e cobram responsabilização.
Segundo uma das organizadoras da mobilização, a ativista Carla Cristiane Moreira Cavadas, fundadora da ONG Focinho Caridoso, Brutus era conhecido na região e vivia nas proximidades do parque, onde era cuidado por frequentadores. De acordo com relatos, o cão tinha comportamento dócil e costumava interagir com pessoas, incluindo crianças e outros animais.
A manifestação tem como objetivo reforçar que maus-tratos contra animais são crime e pressionar por medidas mais rigorosas. A organizadora afirma que acompanha o andamento das investigações e defende que o caso seja tratado com seriedade pelas autoridades.
Versão do bombeiro
Em depoimento à Polícia Civil, o militar afirmou que agiu em legítima defesa. Segundo ele, estava praticando atividade física na região quando foi cercado por um grupo de cães e acabou sendo mordido na perna.
O bombeiro relatou que tentou afastar o animal, mas, diante da situação, sacou a arma e efetuou o disparo. A intenção, segundo ele, seria apenas intimidar o cão, mas o tiro acabou atingindo Brutus.
Após o episódio, o militar recebeu atendimento médico, com uso de medicamentos e aplicação de vacina. O cachorro chegou a ser socorrido, mas não resistiu.
Investigação e repercussão
O caso provocou forte repercussão nas redes sociais, com internautas cobrando explicações e punição ao responsável. Muitos comentários pedem o afastamento imediato do militar, destacando que a função da corporação é preservar vidas.
Em nota, o Corpo de Bombeiros informou que o agente se apresentou espontaneamente à Polícia Civil, prestou esclarecimentos e passou por exame de corpo de delito. A corporação também abriu procedimento administrativo interno para apurar a conduta do servidor.
O órgão destacou ainda que a investigação segue em andamento e que todas as medidas estão sendo adotadas para esclarecer os fatos de forma transparente.



