A Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Engenharia de Trânsito (SET), estuda a possibilidade de elevar de 40 km/h para 50 km/h o limite de velocidade em algumas vias do Centro da capital. A análise envolve trechos localizados no perímetro conhecido como “manto de Nossa Senhora”, que inclui importantes avenidas e ruas da região central.
De acordo com o secretário da pasta, Tarcísio Abreu, ainda não há prazo definido para a conclusão dos estudos nem para a adoção de eventuais mudanças. Segundo ele, qualquer decisão dependerá de uma avaliação técnica detalhada.
“O Centro hoje opera a 40 km/h, mas também poderia rodar bem com 50 km/h. Desde que esteja bem sinalizado, com radares funcionando, monitoramento adequado e vias em boas condições, há segurança para isso. A velocidade é apenas um dos itens dentro do processo”, afirmou, em entrevista.
A SET informa que a análise leva em consideração critérios como geometria das vias, sinalização horizontal e vertical, iluminação, funcionamento dos semáforos, visibilidade, volume de tráfego, circulação de pedestres e o histórico de acidentes dos últimos cinco anos. Segundo a secretaria, os índices de sinistros na região são baixos e não registraram vítimas no período avaliado.
A pasta reforça que a proposta não busca comprometer a segurança viária, mas sim promover um trânsito mais fluido e eficiente, sempre com base em estudos técnicos e decisões específicas para cada trecho analisado.
Zona 40 no Centro
Desde 2016, a região central de Goiânia opera sob a chamada Zona 40, implantada durante a gestão do ex-prefeito Paulo Garcia. O limite de velocidade foi reduzido de 60 km/h para 40 km/h em um perímetro de grande circulação de pedestres e ciclistas, como forma de diminuir atropelamentos e colisões.
O debate sobre a revisão desse limite voltou à pauta nos últimos anos, com manifestações de vereadores que defendem maior fluidez no trânsito como estratégia para revitalizar o Centro e estimular o comércio local.
Especialistas alertam para riscos
Especialistas em mobilidade urbana alertam que a redução da velocidade máxima em áreas centrais é um fator decisivo para a segurança no trânsito. Estudos apontam que o risco de morte em atropelamentos cresce significativamente conforme o aumento da velocidade dos veículos, especialmente em regiões com grande fluxo de pedestres.
Para pesquisadores da área, qualquer mudança deve ser acompanhada de planejamento, fiscalização e políticas que priorizem não apenas os automóveis, mas todos os usuários do trânsito.



