O governo federal destinou R$ 800 mil para a campanha internacional do filme brasileiro O Agente Secreto, com o objetivo de promover o longa-metragem em Hollywood e ampliar suas chances de indicação ao Oscar na categoria de Melhor Filme Internacional. O recurso foi repassado por meio da Agência Nacional do Cinema (Ancine).
O contrato foi assinado no dia 10 de dezembro pelo diretor-presidente da autarquia, Alex Braga Muniz, e por um representante da Cinemascópio Produções, responsável pela obra. O pagamento foi liberado em 18 de dezembro de 2025.
De acordo com documentos obtidos pelo Jornal Metrópoles, a Ancine havia autorizado inicialmente o repasse de R$ 400 mil. No entanto, a produtora solicitou a ampliação do orçamento, alegando a necessidade de reforçar a campanha junto aos votantes da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. O pedido foi aceito, dobrando o valor final do apoio.
Os recursos só podem ser utilizados na divulgação do filme junto aos membros da Academia, responsáveis pela escolha dos indicados ao Oscar. O aporte financeiro está previsto em uma portaria da Ancine que autoriza a concessão de auxílio a produções brasileiras selecionadas para representar o país na disputa internacional.
Segundo a norma, o valor do apoio é definido anualmente pela Diretoria Colegiada da agência, levando em consideração a dotação orçamentária e a disponibilidade financeira do órgão. A iniciativa faz parte do chamado “Programa de Apoio à Divulgação do Filme Brasileiro Candidato a uma Indicação ao Oscar® de Melhor Filme Internacional”.
O programa contempla o longa-metragem brasileiro escolhido, a cada ano, pela Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais para representar o país na premiação.
Histórico de apoios
Além de O Agente Secreto, outras produções nacionais já receberam apoio financeiro da Ancine com o mesmo objetivo. Entre elas estão o documentário Retratos Fantasmas (2023), também dirigido por Kleber Mendonça Filho, além dos filmes Marte Um, Bingo: O Rei das Manhãs e Lula, o Filho do Brasil. Nenhuma dessas obras conseguiu indicação ao Oscar.
Já o filme Ainda Estou Aqui, vencedor do prêmio em 2025, não contou com recursos do programa de apoio da Ancine.

