A Prefeitura de Goiânia deu início ao maior programa de expansão e modernização da rede municipal de saúde dos últimos anos. Durante o lançamento da construção da nova Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Região Campinas, o prefeito Sandro Mabel anunciou que o município pretende construir outras sete UPAs, uma policlínica, seis Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e até 31 Unidades Básicas de Saúde (UBSs).
O projeto busca substituir estruturas consideradas ultrapassadas pela Secretaria Municipal de Saúde e ampliar significativamente a capacidade de atendimento da rede pública.
A nova UPA Campinas será construída com recursos de emenda parlamentar do senador Vanderlan Cardoso (PSD) e contrapartida da Prefeitura. O pregão para contratação da empresa responsável pela obra está marcado para o dia 8 de julho, com previsão de início das obras até o fim de agosto e entrega entre 12 e 14 meses.
O investimento será de aproximadamente R$ 18 milhões na construção. Com equipamentos, o custo total deverá alcançar cerca de R$ 27 milhões.
CAIS Campinas dará lugar a uma UPA Porte III
Durante a cerimônia, Sandro Mabel confirmou que a nova unidade substituirá o atendimento de urgência e emergência atualmente realizado pelo CAIS Campinas.
Segundo o prefeito, o prédio existente continuará integrado à rede municipal, podendo ser transformado em uma policlínica ou em outro serviço especializado.
“O CAIS Campinas está sendo substituído por essa UPA. A estrutura poderá ser transformada em uma policlínica ou em outro serviço especializado. O que não faz sentido é manter dois equipamentos realizando a mesma função”, afirmou.
A nova unidade será classificada como UPA Porte III, a maior categoria do Ministério da Saúde. O espaço contará com oito consultórios, seis leitos para pacientes graves na sala vermelha, cerca de 20 leitos de observação, laboratório próprio, exames de raio-X e ultrassonografia.
Segundo Mabel, o conceito das futuras unidades também será diferente.
“Não queremos mais UPAs espremidas. Vamos construir unidades modernas, acessíveis, integradas às praças, com áreas verdes e ambientes mais humanizados para pacientes e profissionais.”
Rede de saúde será descentralizada
O prefeito explicou que a expansão da rede acompanhará o crescimento populacional de Goiânia.
Enquanto as novas UPAs atenderão regiões mais populosas, a construção de até 31 novas UBSs deverá fortalecer a atenção primária, reduzindo a procura por atendimentos de menor complexidade nas unidades de urgência.
Vanderlan garante recursos para equipar a unidade
Além de financiar parte da construção, o senador Vanderlan Cardoso informou que também destinará recursos para aquisição dos equipamentos da futura UPA.
“O prefeito pediu que também destinássemos recursos para equipar essa unidade com os melhores equipamentos possíveis. Esse recurso já está garantido”, afirmou.
Segundo o parlamentar, a parceria entre a bancada federal e a Prefeitura deverá continuar durante a implantação das demais obras previstas para a saúde.
Infraestrutura construída há mais de 30 anos será substituída
O secretário municipal de Saúde, Luiz Pellizzer, afirmou que o projeto representa uma transformação histórica da infraestrutura da saúde pública da capital.
Segundo ele, grande parte das atuais unidades foi construída entre 1988 e 1992, período em que Goiânia possuía uma população muito inferior à atual.
“O que estamos iniciando é uma renovação que deveria ter acontecido há muitos anos. Queremos substituir praticamente todas essas estruturas por unidades modernas”, destacou.
Novas UPAs terão quase o dobro da capacidade
As futuras unidades deverão realizar entre 15 mil e 16 mil atendimentos por mês, praticamente o dobro da capacidade das atuais UPAs, que hoje atendem entre 8 mil e 9 mil pacientes mensais.
Além disso, passarão a contar com seis leitos para pacientes graves — três vezes mais que muitas das unidades existentes — e aproximadamente 20 leitos de observação.
O plano de expansão também contempla uma policlínica, seis CAPS e até 31 UBSs, reorganizando completamente a assistência municipal.
Hospital, maternidades e UTIs também serão fortalecidos
Pellizzer informou que Goiânia possui atualmente 198 leitos de UTI pactuados, entre adultos e neonatais. A expectativa é que a UTI pediátrica do Hospital das Clínicas volte a funcionar nos próximos 30 a 60 dias após a recomposição da equipe médica.
As maternidades municipais seguem operando acima da capacidade inicialmente prevista e a unidade da Região Noroeste deverá receber dez novos leitos cirúrgicos, ampliando em cerca de 140 procedimentos ginecológicos realizados mensalmente.
Para o secretário, o conjunto de investimentos representa uma mudança definitiva na saúde pública da capital.
“Não estamos apenas construindo uma nova UPA. Estamos reorganizando toda a rede municipal para atender uma Goiânia que cresceu e precisa de uma estrutura compatível com sua realidade.”



