Eleições em Goiás já acumulam 275 denúncias de propaganda irregular em 18 dias de campanha

A campanha eleitoral em Goiás já acumula 275 denúncias de propaganda irregular em apenas 18 dias, segundo levantamento do Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO). Os registros são feitos por meio do aplicativo Pardal, ferramenta da Justiça Eleitoral destinada ao recebimento de denúncias relacionadas à propaganda.

Goiânia lidera o ranking, com 119 ocorrências. Na sequência aparecem Jataí, com 20; Águas Lindas de Goiás, Luziânia e Mineiros, com 12 cada; Valparaíso de Goiás, com 11; e Aparecida de Goiânia, com 10.

Wind banners estão entre principais alvos

As irregularidades em vias públicas concentram 119 denúncias, cerca de 43% do total. Segundo os dados do TRE-GO, parte significativa das ocorrências envolve os chamados wind banners, peças verticais utilizadas pelas campanhas para divulgação dos candidatos.

Embora sejam permitidos, os equipamentos precisam respeitar as regras eleitorais: não podem dificultar a circulação de pedestres ou ocupar ciclovias e devem ser retirados entre 22h e 6h.

As irregularidades na internet aparecem na sequência, com 28 registros, incluindo denúncias relacionadas a publicações sem a identificação exigida da campanha. Também foram registradas reclamações envolvendo bens públicos, adesivos em veículos, bens particulares, carros de som, trios elétricos e outdoors.

Candidatos a deputado estadual concentram denúncias

A disputa pela Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) lidera as reclamações. Os 591 candidatos a deputado estadual acumulam 176 denúncias.

As candidaturas a deputado federal, que somam 262 nomes, aparecem com 63 registros. Há ainda 18 denúncias relacionadas a partidos ou coligações, dez envolvendo a eleição para governador, cinco referentes à disputa presidencial e três relacionadas ao Senado.

Eleitor pode denunciar pelo celular

As denúncias podem ser encaminhadas pelo Pardal, disponível para celulares. O eleitor deve apresentar elementos que permitam verificar a suposta irregularidade, como fotos, vídeos, áudios ou links.

Os casos são encaminhados à Justiça Eleitoral para análise e uma denúncia, isoladamente, não significa que tenha ocorrido efetivamente uma infração. Cabe à autoridade eleitoral avaliar as provas e determinar eventuais providências.

Crimes eleitorais mais graves, como compra de votos, caixa dois e violência política, seguem outros canais de apuração e podem ser encaminhados ao Ministério Público Eleitoral ou à Polícia Federal.

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