Daniel Vilela avalia mudanças na estrutura do governo e possível extinção de secretarias e da Codego

O governador reeleito de Goiás, Daniel Vilela (MDB), poderá promover uma ampla reorganização administrativa a partir de 2027, com mudanças no secretariado, revisão de estruturas do Executivo e articulações para a escolha do próximo presidente da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). Apesar das especulações sobre a composição do novo governo, Daniel mantém discrição sobre as decisões e ainda não anunciou oficialmente quais órgãos ou secretarias poderão ser modificados ou extintos.

Entre as possibilidades discutidas nos bastidores políticos está a extinção da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego) e da Secretaria de Estado da Retomada. A avaliação de interlocutores políticos é de que parte das atribuições da Codego, especialmente a administração dos distritos industriais, poderia ser incorporada pela Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços. A medida teria como objetivo reduzir despesas administrativas e evitar a sobreposição de funções, embora uma eventual extinção dependa de estudos técnicos, jurídicos e financeiros.

Outra mudança em discussão envolve a Secretaria de Estado da Infraestrutura, cuja estrutura e atribuições poderiam ser revistas diante da atuação de órgãos e empresas estaduais como a Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), a Saneago e a Agência Goiana de Habitação (Agehab). Nos bastidores, há avaliações de que determinadas competências poderiam ser redistribuídas para tornar a gestão mais eficiente. Entretanto, não existe confirmação de que o governador tenha decidido extinguir a pasta ou apresentado uma proposta formal de reorganização.

Em sentido contrário à possível redução de estruturas, o governo poderá recriar a Secretaria de Minas e Energia, diante da importância crescente da exploração mineral em Goiás. A proposta estaria relacionada ao potencial econômico de minerais estratégicos, como as terras raras, além do ouro e de outros recursos naturais. A criação de uma pasta específica poderia ampliar a articulação do estado com investidores e mercados nacionais e internacionais. Também há especulações de que a futura direção da Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços possa ser definida a partir de indicações ligadas ao prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa, ou a representantes do Fórum Empresarial.

As discussões sobre a reforma administrativa ocorrem paralelamente às negociações políticas para a composição do secretariado e a sucessão na presidência da Alego. A reeleição de Daniel Vilela no primeiro turno fortaleceu sua posição nas articulações com partidos aliados, mas as mudanças dependerão de decisões políticas e avaliações sobre o funcionamento da máquina pública. Por enquanto, a possível extinção da Codego e de secretarias, assim como a recriação da pasta de Minas e Energia, permanece no campo das hipóteses, sem anúncio oficial do Palácio das Esmeraldas.

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