Caiado critica Javier Milei e defende atuação institucional da Presidência e da diplomacia brasileira

O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) voltou a criticar, nesta terça-feira (28), a participação do presidente da Argentina, Javier Milei, na convenção nacional do PL que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) ao Palácio do Planalto. Durante sabatina ao Correio Braziliense, Caiado afirmou que um chefe de Estado deve respeitar os processos eleitorais de outros países e defendeu uma postura mais institucional da Presidência da República.

Segundo o candidato, um eventual governo sob seu comando buscará resgatar a “liturgia do cargo” e elevar o nível das relações institucionais e diplomáticas.

“Você não pode ridicularizar conversas, baixando o patamar da discussão. Não pode dizer: ‘Ah, a dentadura dele é melhor do que a do Donald Trump’”, afirmou, ao criticar declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Caiado também reiterou o entendimento de que não deve haver interferência de autoridades estrangeiras no processo eleitoral brasileiro.

“Aí o outro vem aqui, faz escândalo e se acha no direito de xingar presidente e ministro. O outro acha que pode vir aqui dizer como vai auditar as eleições. Calma lá. Devagar com o andor que o santo é de barro”, declarou, em referência ao presidente argentino Javier Milei e a integrantes do entorno do presidente norte-americano Donald Trump.

Durante a entrevista, o candidato também fez críticas ao Itamaraty, afirmando que a diplomacia brasileira perdeu protagonismo e independência.

“A chancelaria brasileira podia chegar em qualquer grande órgão mundial que era referência. Chegava na ONU e sempre foi vista com muito respeito”, afirmou.

As declarações ocorrem dias após Javier Milei participar da convenção nacional do PL, realizada no último fim de semana, quando manifestou apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro e criticou autoridades brasileiras durante o evento.

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