Bolsonaro apresenta piora em crises de soluço durante recuperação e segue em prisão domiciliar

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou aumento na frequência das crises de soluço ao longo dos últimos sete dias, segundo boletim médico divulgado nesta sexta-feira, 5. O quadro de saúde continua sendo acompanhado por sua equipe médica enquanto ele cumpre prisão domiciliar autorizada pela Justiça em razão de seu tratamento de saúde.

De acordo com o relatório, Bolsonaro está no 35º dia de recuperação após uma cirurgia realizada no ombro direito. Os médicos informaram que os episódios de soluço, tecnicamente conhecidos como singulto, ocorreram em intensidade superior ao padrão observado anteriormente.

Diante do agravamento do quadro, a equipe responsável pelo acompanhamento decidiu manter doses elevadas dos medicamentos utilizados no tratamento, além de recomendar uma dieta rigorosa com restrição de alimentos ácidos. Apesar da intercorrência, o boletim destaca que o ex-presidente permanece com estabilidade cardiovascular e pressão arterial controlada.

Bolsonaro relatou apenas sintomas leves de cansaço e fadiga durante esforços moderados. Também continua apresentando desconforto ao realizar movimentos de flexão e elevação do ombro operado, condição considerada compatível com o estágio atual da recuperação pós-cirúrgica.

Os médicos chamaram atenção ainda para a manutenção de um quadro de instabilidade crônica do equilíbrio corporal, fator que exige monitoramento constante para prevenção de quedas. Na avaliação respiratória, permanece uma alteração residual na base do pulmão esquerdo, considerada estável e sem evolução negativa em comparação aos exames anteriores.

O ex-presidente cumpre prisão domiciliar temporária pelo período de 90 dias, medida concedida em razão de seu estado de saúde e da necessidade de continuidade do tratamento médico. Condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro permanecerá em sua residência durante o período estabelecido pela decisão judicial.

Encerrado o prazo da prisão domiciliar, caberá ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), analisar a situação clínica do ex-presidente e decidir sobre eventual retorno ao Centro de Progressão Penitenciária de Brasília, conhecido como Papudinha.

A evolução do quadro médico deverá ser acompanhada por novos boletins nas próximas semanas, enquanto aliados e adversários políticos observam os desdobramentos de saúde e jurídicos envolvendo o ex-chefe do Executivo.

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