O local onde teve início um dos maiores desastres radiológicos do mundo, em Goiânia, ganhou uma nova função ao longo dos anos. A casa onde foi aberta a cápsula de césio-137, no Centro da capital, deu lugar a um estacionamento, sem sinais aparentes do episódio que marcou a história do país.
Um vídeo recente mostra como está atualmente o terreno na Rua 57, apontado como um dos primeiros focos da contaminação em 1987. Foi nesse endereço que o material radioativo começou a ser manipulado, após ser retirado de um aparelho abandonado do antigo Instituto Goiano de Radioterapia.
Após a descoberta da contaminação, a residência foi demolida e toda a área passou por um rigoroso processo de descontaminação. O solo foi tratado e coberto com concreto, como medida de segurança para evitar qualquer risco de exposição à radiação.
Mesmo quase quatro décadas depois, o local segue sob monitoramento da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). O acidente com o césio-137 deixou quatro mortos e centenas de pessoas afetadas, sendo considerado o maior desastre radiológico em área urbana já registrado.
Hoje, o espaço transformado em estacionamento contrasta com a memória de um episódio que ainda repercute entre vítimas, familiares e moradores da região, mantendo viva a lembrança de uma das maiores tragédias da história de Goiás.



