A deputada federal reeleita Adriana Accorsi (PT) assumiu a coordenação-geral da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Goiás para o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro, contra Flávio Bolsonaro (PL). Presidente estadual do PT, a parlamentar ficará responsável pela articulação política com movimentos sociais, entidades estudantis e partidos aliados, além da organização de atividades eleitorais em diferentes regiões do estado.
A estratégia reúne sete partidos — PT, PDT, PSB, PCdoB, PV, PSOL e Rede — e prevê a intensificação das mobilizações nas ruas, com atenção especial aos eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno e àqueles que ainda não definiram o voto. Adriana afirmou que assume a responsabilidade com orgulho e pretende ampliar a participação da juventude nas atividades da campanha. Uma das primeiras ações será um ato público marcado para domingo (18), às 16h, na Praça Tamandaré, no Setor Oeste de Goiânia, com participação prevista de lideranças partidárias, movimentos estudantis e organizações sociais.
A nomeação ocorre em meio a divergências internas no PT goiano. Recentemente, Adriana anunciou a criação da Força Popular, articulação formada por integrantes da legenda e representantes de movimentos sociais e sindicais. A deputada afirma que dirigentes ligados à antiga direção estadual estariam tentando afastá-la da presidência do partido, apesar de ter conquistado, segundo ela, 95% dos votos na eleição interna. Os nomes dos supostos envolvidos não foram divulgados, e as alegações não representam uma decisão formal de afastamento.
Reeleita com 177.103 votos, Adriana foi a segunda candidata mais votada para deputada federal em Goiás nas eleições de 4 de outubro. O resultado representa um crescimento de aproximadamente 83% em comparação aos 96.714 votos recebidos em 2022. O PT também reelegeu Rubens Otoni para a Câmara dos Deputados e, conforme os números apresentados pela legenda, ampliou de três para quatro sua representação na Assembleia Legislativa de Goiás.
Com a nova coordenação, o PT busca organizar suas diferentes correntes e ampliar as atividades eleitorais na reta final da disputa presidencial. O desafio político de Adriana será conciliar as divergências internas com a condução da campanha em um estado onde o governador reeleito Daniel Vilela (MDB) declarou apoio a Flávio Bolsonaro. A mobilização prevista para domingo será uma das primeiras atividades públicas sob sua coordenação e deverá reunir representantes das sete legendas que integram a articulação em Goiás.



