O ex-governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB), presidente do Instituto Teotônio Vilela, reconheceu nesta segunda-feira (26) a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e defendeu uma atuação responsável da oposição nos próximos quatro anos. Em nota oficial, o tucano afirmou que respeitar o resultado das urnas é um compromisso com a democracia e destacou que a decisão dos eleitores deve ser reconhecida, independentemente das divergências políticas.
Na manifestação, Marconi afirmou que Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin receberam dos brasileiros a responsabilidade de conduzir o país por mais um mandato. O ex-governador ressaltou que a oposição deve exercer seu papel de fiscalização e cobrança, mas sem adotar medidas que prejudiquem a população. “Eu jamais farei uma oposição contra o nosso povo. Sempre escolho o caminho da oposição responsável”, declarou.
Entre as prioridades apontadas pelo ex-governador estão o enfrentamento da violência, a geração de renda, a redução do endividamento das famílias e a melhoria dos serviços públicos de saúde e educação. Marconi também defendeu a realização de reformas estruturantes e institucionais, além de um ajuste fiscal que permita equilibrar as contas públicas sem comprometer a assistência às parcelas mais vulneráveis da sociedade.
À frente do Instituto Teotônio Vilela, órgão de formação política ligado ao PSDB, Marconi afirmou que pretende defender medidas para reduzir as despesas dos três Poderes da República. Segundo ele, a contenção de gastos deve contribuir para ampliar a disponibilidade de recursos destinados às necessidades da população. “O brasileiro é a nossa prioridade”, afirmou, ao destacar a importância de uma gestão pública voltada à eficiência e à responsabilidade fiscal.
O posicionamento de Marconi ocorre após o segundo turno das eleições presidenciais e apresenta a linha de atuação que o ex-governador pretende defender no debate nacional. Ao reconhecer o resultado eleitoral e estabelecer prioridades para a oposição, o tucano sinaliza que buscará concentrar suas manifestações na fiscalização do governo federal, na discussão de políticas públicas e na apresentação de propostas para o país.



