Disputa pela presidência da Assembleia de Goiás reúne dez nomes e movimenta articulações para 2027

A sucessão na presidência da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) começa a ganhar espaço nas articulações políticas para a próxima legislatura, que terá início em fevereiro de 2027. Pelo menos dez parlamentares são mencionados nos bastidores como possíveis candidatos ao comando da Casa: Cairo Salim (MDB), Charles Bento (MDB), Issy Quinan (MDB), Jamil Calife (PP), Lissauer Vieira (PL), Paulo do Vale (PSD), Talles Barreto (União Brasil), Virmondes Cruvinel (União Brasil), Wagner Neto (Solidariedade) e Wilde Cambão (União Brasil). Apesar da quantidade de nomes, interlocutores políticos avaliam que as negociações deverão reduzir o número de candidaturas até a eleição da Mesa Diretora.

Entre os parlamentares citados, cinco concentram parte das movimentações: Issy Quinan, Talles Barreto, Virmondes Cruvinel, Jamil Calife e Wilde Cambão. Nos bastidores, Issy e Virmondes são apontados como nomes com articulações mais avançadas, embora ainda não exista definição sobre candidaturas ou acordos. A escolha dependerá da capacidade de cada grupo de reunir apoio entre os deputados eleitos e construir uma composição que contemple as diferentes forças partidárias representadas na Assembleia.

Integrante do MDB, partido do governador reeleito Daniel Vilela, Issy Quinan conta com a proximidade política e pessoal com o chefe do Executivo estadual como um dos fatores considerados nas articulações. A legenda elegeu sete deputados estaduais, o que amplia sua participação nas negociações para a formação da nova Mesa Diretora. Para consolidar uma eventual candidatura, entretanto, Issy precisará dialogar com parlamentares de outras siglas, incluindo possíveis concorrentes, e buscar uma composição capaz de garantir apoio suficiente no plenário.

Outro movimento envolve o ex-presidente da Alego Lissauer Vieira (PL), que, segundo informações de bastidores, tem buscado aproximação com deputados eleitos pelo PL e pelo Novo. A articulação envolveria inicialmente sete parlamentares, sendo cinco do PL e dois do Novo. Embora esse grupo possa participar das negociações, sua capacidade de influência dependerá de alianças adicionais. Há também relatos de resistências ao nome de Lissauer entre integrantes da Assembleia, mas essas avaliações não representam posicionamento institucional da Casa nem permitem antecipar o resultado da disputa.

A eleição para a presidência da Alego deverá envolver negociações sobre a composição da Mesa Diretora, a relação institucional com o governo estadual e as prioridades administrativas do Legislativo. Parlamentares ouvidos nos bastidores defendem uma gestão marcada pelo controle de despesas e pela estabilidade nas relações entre os Poderes. Até o momento, porém, não há candidaturas oficialmente consolidadas nem acordo anunciado entre as principais bancadas. A definição dependerá das articulações conduzidas pelos deputados que assumirão seus mandatos em 2027.

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