Policial aposentado, filho e amigo são indiciados por chacina que deixou quatro mortos em Goiás

A Polícia Civil de Goiás (PCGO) indiciou três homens suspeitos de envolvimento na chacina que deixou quatro pessoas mortas em Formosa, no Entorno do Distrito Federal. Entre os investigados estão um policial militar aposentado, o filho dele e um amigo da família.

Segundo as investigações, o crime teria sido motivado por uma dívida de aproximadamente R$ 250 mil. Os três foram indiciados por quatro homicídios triplamente qualificados, associação criminosa armada e posse ilegal de acessório de uso restrito. A Polícia Civil concluiu o inquérito e encaminhou o caso à Justiça. 

Vítimas teriam sido atraídas para emboscada

De acordo com a investigação, os quatro homens foram até o endereço dos suspeitos acreditando que resolveriam uma pendência financeira e conseguiriam recuperar um veículo retido.

Ao chegarem ao local, no bairro Parque Lago, foram surpreendidos por uma sequência de disparos de armas de fogo. Conforme a Polícia Civil, as vítimas não tiveram oportunidade de se defender.

Os mortos foram identificados como Gustavo Fernandes Graças, de 30 anos; Gustavo Aurélio Miguel, de 31; André Luiz Ferreira Silva, de 41, conhecido como Tarobá; e Luiz Antônio Rodrigues, de 58 anos, apelidado de Nego.

Gustavo Fernandes Graças havia trabalhado como secretário municipal de São João d’Aliança, nas áreas de Agricultura e Transportes. Luiz Antônio Rodrigues também era morador da região. 

Investigação aponta ligação com agiotagem

A apuração policial identificou indícios de que o caso está relacionado a disputas financeiras e cobranças envolvendo agiotagem. A dívida de R$ 250 mil teria sido o principal motivo do conflito que terminou nas quatro mortes.

Os investigadores também apontaram indícios da existência de uma associação criminosa armada, com divisão de tarefas e atuação em Formosa e São João d’Aliança. O grupo seria suspeito de envolvimento em ameaças, extorsões e cobranças violentas.

Durante as diligências, a polícia apreendeu armas de fogo, munições e acessórios de uso restrito, incluindo supressores de ruído, conhecidos como silenciadores.

Imagens de câmeras foram recuperadas

A perícia recuperou imagens de câmeras de segurança instaladas em uma residência próxima ao local dos assassinatos. Segundo a Polícia Civil, há indícios de que as gravações tenham sido apagadas deliberadamente.

O material permanece sob análise e poderá ajudar a esclarecer a dinâmica do crime e a participação de cada investigado.

Os três suspeitos permanecem presos preventivamente. Com a conclusão do inquérito, a Polícia Civil solicitou a manutenção das prisões e encaminhou o procedimento ao Poder Judiciário.

O indiciamento representa a conclusão da investigação policial, mas não significa condenação. A responsabilidade criminal dos acusados ainda será analisada pela Justiça. 

CONTEÚDO RELACIONADO

Mais notícias

Boletim Goiás - espaço 300x250