Movimento cobra melhorias na educação e critica cortes de gastos; sindicatos convocaram nova rodada de greves para terça-feira (13)
Estudantes franceses prometeram continuar os protestos por melhorias na educação, mesmo após o governo anunciar medidas para atender a uma das principais reivindicações do movimento. Na sexta-feira (9), os sindicatos estudantis comemoraram o compromisso de reforçar o quadro de professores, mas afirmaram que a mobilização deve continuar.
A manifestação ganhou força em diferentes regiões da França, com estudantes universitários e do ensino médio denunciando problemas na estrutura educacional e a falta de profissionais nas escolas. Segundo informações divulgadas pela Reuters, 141 instituições de ensino permaneciam fechadas em todo o país.
A mobilização também está relacionada à insatisfação com os cortes de gastos públicos em meio à crise orçamentária francesa.
Governo anuncia plano de emergência
Na quinta-feira (8), o governo se comprometeu a disponibilizar cerca de 3 mil professores qualificados que ainda não haviam começado a trabalhar. Os profissionais deverão ser encaminhados para escolas com maior necessidade de pessoal, incluindo unidades localizadas em regiões de baixa renda.
O ministro da Educação, Édouard Geffray, informou que a pasta iniciou os contatos com os professores que poderão ser convocados para preencher as vagas.
Para os sindicatos estudantis, o anúncio representa uma primeira conquista da mobilização. Apesar disso, os manifestantes consideram que ainda há problemas a serem enfrentados no sistema educacional.
Nova greve está prevista
Sindicatos de estudantes e professores convocaram uma nova rodada de greves em todo o país para terça-feira (13). A expectativa é manter a pressão sobre o governo para ampliar as medidas destinadas à educação.
Os protestos também repercutiram na Bélgica, onde manifestações semelhantes ocorreram em meio a uma greve nacional. Em Bruxelas, foram registrados confrontos entre manifestantes e policiais.



