Gracinha critica pulverização da base ao Senado e diz que STF “virou uma lama”

A candidata ao Senado Gracinha Caiado (União Brasil) criticou a quantidade de candidaturas governistas à Casa e elevou o tom contra o Supremo Tribunal Federal (STF) durante participação na Sabatina Mais Goiás 2026, nesta quarta-feira (23). Ela também apresentou propostas para o enfrentamento da violência contra a mulher.

Ao tratar da eleição, Gracinha afirmou que defendia apenas duas candidaturas ao Senado dentro da base. Atualmente, o grupo governista tem quatro nomes na disputa e, segundo ela, a pulverização pode dividir os votos.

“Nós somos quatro candidatos; você viaja pelo interior de Goiás e vê essa multiplicidade de votos. Mas já está estabelecido e o jogo está jogado.”

Gracinha revelou ainda que o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) e o governador Daniel Vilela (MDB) chegaram a trabalhar por uma composição com o PL. Nesse cenário, segundo ela, Gustavo Gayer (PL) seria um dos nomes ao Senado. A articulação não avançou e Gayer passou a integrar a chapa de Wilder Morais (PL).

“Supremo virou uma lama”

O momento de maior contundência ocorreu quando Gracinha comentou a crise envolvendo o STF e os desdobramentos do caso Banco Master. A candidata defendeu a investigação de autoridades eventualmente envolvidas e afirmou que nenhum ministro pode estar acima da lei.

“Uma vergonha, o Supremo virou uma lama. E o brasileiro fica sem explicação”, declarou.

As referências a ministros e ao Banco Master representam críticas e alegações políticas feitas por Gracinha. A existência de citações, pedidos de investigação ou impeachment não significa, por si só, comprovação de irregularidades.

Combate à violência contra a mulher

Gracinha também colocou o combate ao feminicídio entre suas prioridades para um eventual mandato no Senado. Ela mencionou programas desenvolvidos em Goiás, como Goiás Por Elas, Salas Lilás, Mulher Mais Segura e Patrulha Maria da Penha.

Entre as propostas apresentadas, a candidata defendeu medidas patrimoniais contra autores de violência doméstica, incluindo a possibilidade de confisco e transferência de bens para a vítima ou, em casos de feminicídio, para seus familiares.

Ao falar sobre o peso do sobrenome Caiado em sua candidatura, Gracinha afirmou ter orgulho da trajetória política do marido e disse que pretende contar com a experiência de Ronaldo Caiado caso seja eleita.

“Você herda toda uma forma de trabalhar. E eu, se eleita senadora, quero sim, muito, ter ele ao meu lado para colaborar, pois tem experiência nisso.”

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