Polícia Civil concluiu que crime começou com plano para sequestrar a vítima e roubar gado da propriedade rural
A investigação da Polícia Civil de Goiás concluiu que o assassinato do fazendeiro Cleuber Parreira da Silva, de 61 anos, foi resultado de um plano criminoso. Um segundo suspeito, de 19 anos, foi preso na terça-feira (8) durante uma ação conjunta das polícias Civil e Militar.
O crime aconteceu em agosto, na zona rural de Brazabrantes. O corpo do produtor rural foi localizado no dia 4 daquele mês, carbonizado e com marcas de disparos de arma de fogo, dentro da carroceria da própria caminhonete. O veículo também havia sido incendiado.
Um primeiro suspeito, André de Oliveira Souza, de 34 anos, já havia sido preso. Segundo a investigação, ele trabalhava em uma propriedade rural vizinha à fazenda da vítima.
Crime teria começado com tentativa de roubo de gado
De acordo com o inquérito conduzido pelo Grupo de Investigações de Homicídios (GIH) de Trindade, André e o segundo investigado, identificado pelas iniciais R.L.S.M., teriam planejado inicialmente sequestrar o fazendeiro para conseguir roubar animais da propriedade.
No entanto, Cleuber não estava na fazenda quando os suspeitos chegaram para buscar o gado. Horas depois, segundo a polícia, os criminosos encontraram a vítima enquanto ela colocava os animais em um caminhão boiadeiro.
O fazendeiro teria sido rendido com uma arma de fogo e obrigado a entrar na própria caminhonete. Conforme a investigação, ele foi morto a tiros dentro do veículo.
Depois do assassinato, os suspeitos colocaram o corpo na carroceria da caminhonete e seguiram para uma área rural de Brazabrantes. No local, veículo e corpo foram incendiados.
Inquérito será encaminhado à Justiça
Com a prisão do segundo suspeito, a Polícia Civil informou ter concluído o inquérito. O procedimento deve ser encaminhado ao Poder Judiciário ainda nesta semana.
Os dois investigados foram apontados pela polícia como envolvidos no latrocínio e na ocultação do cadáver. Caso sejam condenados pelos crimes, poderão receber penas que, somadas, chegam a 30 anos de prisão.
As investigações agora seguem para as próximas etapas judiciais.


