O piloto preso após fazer um pouso forçado com um avião carregado de cocaína em Itarumã, no sudoeste de Goiás, teria provocado o incêndio na aeronave para tentar destruir provas do tráfico de drogas, segundo a Polícia Militar. A suspeita surgiu após os policiais encontrarem um galão de combustível ao lado do monomotor.
Henrique Donizeti Ferri, de 32 anos, foi preso um dia após o pouso forçado. Antes de fugir, ele retirou cerca de 343 quilos de cocaína da aeronave e escondeu a carga em sacolas espalhadas por uma área de mata. À polícia, o piloto alegou que precisou realizar o pouso por causa de uma pane mecânica, mas a versão é contestada pelos investigadores.
As buscas mobilizaram equipes do 5º Batalhão Rodoviário da PM, do Comando de Operações de Divisas (COD), do Grupo de Radiopatrulha Aérea (Graer), do Batalhão Rural e de unidades da região.
O piloto foi localizado depois que policiais identificaram o pai, a esposa e um amigo dele em um carro parado às margens da GO-206, durante a madrugada.
O trio, que havia saído de Ribeirão Preto (SP), aguardava o suspeito para ajudá-lo a fugir. Segundo a polícia, os familiares combinaram um sinal luminoso com o piloto: eles piscariam os faróis do veículo três vezes para indicar o local do encontro.
Henrique conseguiu manter contato com os parentes por meio de um telefone via satélite. Os policiais acompanharam a movimentação, reproduziram o sinal combinado e prenderam o piloto quando ele saiu da mata para entrar no carro.
Durante o depoimento, Henrique afirmou que havia sido contratado pelo proprietário da aeronave para realizar três viagens transportando drogas. A carga apreendida seria levada de uma região próxima à divisa entre Mato Grosso e Bolívia até a região de Frutal, em Minas Gerais. Ele disse ainda que receberia R$ 70 mil por cada transporte.
Henrique, os familiares e o amigo foram encaminhados à Delegacia da Polícia Federal em Jataí. O caso segue sob investigação.



