Condenado pela morte do radialista Valério Luiz é extraditado de Portugal e começa a cumprir pena em Goiás

O açougueiro Marcus Vinícius Pereira Xavier, condenado a 14 anos de prisão por participação no assassinato do radialista Valério Luiz, foi extraditado de Portugal para o Brasil e já iniciou o cumprimento da pena em Goiás. Após chegar ao estado, ele passou por audiência de custódia, que manteve sua prisão preventiva, e foi encaminhado à Casa de Prisão Provisória de Aparecida de Goiânia.

De acordo com a defesa, a audiência realizada no último sábado (4) teve como objetivo apenas verificar a legalidade da prisão. Com isso, Marcus já começou a cumprir a pena determinada pela Justiça.

Os advogados informaram que apresentaram um recurso especial ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) na tentativa de anular o julgamento. A defesa alega que houve irregularidades durante o Tribunal do Júri relacionadas à formulação dos quesitos apresentados aos jurados.

Caso o STJ acolha o pedido, Marcus poderá ser submetido a um novo julgamento. Se o recurso for rejeitado, ele continuará cumprindo normalmente a condenação.

Documentos da audiência de custódia apontam que o procedimento de extradição foi concluído no dia 2 de julho. O mandado de prisão expedido pela 4ª Vara Criminal dos Crimes Dolosos contra a Vida de Goiânia foi cumprido em 3 de julho e posteriormente homologado pela Justiça.

Prisão em Portugal

Marcus Vinícius foi preso em janeiro deste ano na cidade de Caldas da Rainha, em Portugal, onde vivia e trabalhava na construção civil. A captura ocorreu em cumprimento a um mandado de prisão internacional expedido pela Justiça brasileira.

Em novembro de 2024, o Tribunal de Justiça de Goiás determinou a execução imediata da pena, com base no entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que autoriza o início do cumprimento da condenação imposta pelo Tribunal do Júri antes do trânsito em julgado.

Relembre o caso

O radialista Valério Luiz foi assassinado a tiros em 5 de julho de 2012, logo após deixar a emissora onde trabalhava, no Setor Serrinha, em Goiânia.

Segundo o Ministério Público, o crime teria sido motivado pelas críticas feitas pelo jornalista à gestão do Atlético Goianiense, presidido na época pelo empresário Maurício Sampaio, apontado como mandante do homicídio.

Além de Marcus Vinícius, também foram condenados Maurício Sampaio, o policial militar reformado Ademá Figueiredo Aguiar Filho e Urbano de Carvalho Malta, que segue foragido. Conforme a defesa do açougueiro, Urbano é o único condenado pelo caso que ainda não foi preso.

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