Durante reunião do G7, Lula diz à presidente do FMI que “nunca foi esquerdista”

Durante a cúpula do G7, realizada em Évian-les-Bains, na França, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira, 17, que “nunca foi esquerdista”. A fala ocorreu durante uma conversa informal entre o petista e a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, e foi flagrada pela transmissão do evento.

Ao falar sobre as transformações no cenário político global, Lula afirmou que “o mundo não é de esquerda” e argumentou que a maioria dos governos ocupa posições mais próximas do centro político.

A declaração foi feita após Georgieva afirmar que, quando Lula venceu sua primeira eleição presidencial, havia a expectativa de que ele adotasse uma postura mais à esquerda. Em resposta, o presidente disse que sempre manteve uma boa relação com os sindicatos, mas que nunca foi de esquerda.

“O mundo não é de esquerda, o mundo é do caminho do meio. Essa é a verdade. Eu nunca fui esquerdista, eu era um dirigente sindical, que tinha uma belíssima relação com o sindicalismo alemão, muito forte. Uma relação boa com o sindicalismo italiano e uma relação boa com a UGT da Espanha”, afirmou o presidente. 

Em seguida, Lula relembrou um episódio do início de sua atuação política. De acordo com o presidente, ele foi convidado para participar de um congresso na então União Soviética, em 1980, mas acabou não viajando ao país. A partir desse episódio, passou a ser classificado como “anticomunista”.

“Eu nunca fui. Em 1980 tinha um congresso na Rússia que eu fui convidado, eu não fui à Rússia porque fui condenado pela Lei de Segurança Nacional. Eu fiz uma viagem pela Europa angariando solidariedade e aí passei a ser tratado como anticomunista”, disse.

Antes de comentar sobre seu posicionamento político, Lula também abordou o sistema eleitoral brasileiro e elogiou o modelo de urnas eletrônicas utilizado no País. O presidente destacou a logística necessária para levar os equipamentos a áreas remotas e defendeu que a experiência do Brasil poderia servir de exemplo para outras nações.

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