Prefeitura de Goiânia avalia recorrer à Justiça para evitar greve na Educação

A Prefeitura de Goiânia avalia recorrer à Justiça caso a greve anunciada pelos trabalhadores da Educação da capital seja efetivada. A informação foi dada nesta quinta-feira (7) pelo secretário-executivo de Educação, Jaime Ricardo Ferreira, durante coletiva realizada no Paço Municipal.

A paralisação foi deflagrada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás, que reivindica, entre outros pontos, a implantação do plano de carreira para servidores administrativos, pagamento do piso salarial e progressões funcionais.

Segundo Jaime Ricardo, a gestão municipal reconhece a legitimidade das reivindicações, mas considera que o momento exige cautela para evitar prejuízos aos estudantes e às famílias.

“É muito importante que as pessoas tenham consciência que quando você não tem aula, você atrapalha a vida das crianças, dos pais, desorganiza uma rotina. Então a prefeitura vai olhar todos os caminhos, vai verificar todas as possibilidades exatamente para que a gente não tenha essa greve”, afirmou.

O secretário destacou que a Prefeitura já anunciou o pagamento do piso nacional dos professores para o mês de maio, conforme determinação do prefeito Sandro Mabel. Além disso, informou que projetos relacionados ao piso e à data-base dos servidores serão encaminhados à Câmara Municipal de Goiânia.

“Nesse momento, essa greve pode ser um pouco imprópria, porque os pontos já estão na mesa de negociação”, declarou Jaime Ricardo.

Sobre o plano de carreira dos servidores administrativos, o secretário explicou que a implantação depende de estudos técnicos e financeiros para garantir segurança jurídica e viabilidade orçamentária.

“Não é simplesmente fazer um plano de carreira, é verificar a legalidade e implementar isso, porque a prefeitura é coisa séria”, pontuou.

Jaime Ricardo também comentou sobre os limites de gastos com pessoal na Educação. Segundo ele, a folha da área gira em torno de R$ 1,7 bilhão dentro de um orçamento aproximado de R$ 2 bilhões, mas destacou que o percentual de comprometimento deve ser analisado dentro de toda a estrutura administrativa do município.

A Prefeitura informou ainda que já realizou reuniões com representantes do Sintego, incluindo encontros conduzidos pelo próprio secretário e pela secretária municipal de Educação, Giselle Pereira.

Apesar disso, a administração municipal afirma que ainda não possui levantamento oficial sobre quantas escolas ou profissionais devem aderir ao movimento paredista.

Até o fechamento da matéria, o Sintego não havia se manifestado sobre os apontamentos feitos pela Prefeitura de Goiânia. O espaço segue aberto para posicionamento da entidade sindical.

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