Diante do prazo iminente imposto pelos EUA, o presidente do Irã afirmou nesta terça-feira, 7, que 14 milhões de iranianos, incluindo ele próprio, se ofereceram como voluntários para sacrificar suas vidas na guerra.
O presidente Masoud Pezeshkian fez o comentário pouco antes do prazo estipulado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para bombardear usinas elétricas e pontes no Irã caso o país não afrouxe o controle sobre o Estreito de Ormuz. O prazo vai até as 21 horas desta terça-feira, pelo horário de Brasília.
Esse número é o dobro de outros mencionados anteriormente pela mídia estatal sobre voluntários que o governo vinha recrutando por mensagens de texto e pela mídia durante o desenrolar da guerra.
O Irã abriga 90 milhões de pessoas. Muitas ainda estão revoltadas com o governo devido à repressão sangrenta das manifestações em todo o país, e o número de 14 milhões provavelmente visa dissuadir a prometida campanha de bombardeios americanos.
“Mais de 14 milhões de iranianos declararam estar prontos para sacrificar suas vidas na campanha (de autossacrifício)”, escreveu Pezeshkian. “Eu também estive, estou e continuarei pronto para dar a minha vida pelo Irã.”
No 39º dia de guerra, Israel orientou a população do Irã a evitar imediatamente viagens de trem até a noite desta terça-feira, 7, em um comunicado que sugere possíveis ataques à rede ferroviária. A orientação acontece após o Exército israelense afirmar ter atacado um complexo petroquímico em Shiraz e um arsenal de mísseis no noroeste do país.
O alerta também coincide com o prazo citado por Donald Trump para a reabertura do Estreito de Ormuz, com a ameaça de destruir uma ponte e uma usina elétrica do Irã caso a via não seja reaberta.



