O governo federal prorrogou até 20 de março o prazo para que aposentados e pensionistas solicitem o ressarcimento de valores descontados indevidamente de benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A medida foi adotada após instabilidades registradas no sistema Meu INSS, que dificultaram o acesso dos usuários desde a última segunda-feira (19).
Inicialmente, o prazo para os pedidos se encerraria em 14 de fevereiro. Em nota, o INSS informou que mantém contato diário com a Dataprev, empresa responsável pela tecnologia da informação da Previdência Social, para cobrar esclarecimentos e a normalização dos serviços. A Dataprev anunciou ainda uma manutenção programada que deixará os sistemas fora do ar entre esta terça-feira (27) e o próximo domingo, 1º de fevereiro.
De acordo com o balanço mais recente do instituto, cerca de 4,2 milhões de beneficiários já receberam a devolução dos valores, totalizando R$ 2,8 bilhões. No entanto, o governo estima que aproximadamente 850 mil aposentados e pensionistas ainda têm direito ao ressarcimento, dentro de um universo de 6,2 milhões de contestações registradas.
Os descontos irregulares vieram à tona após a deflagração da Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU). As investigações apontaram fraudes em Acordos de Cooperação Técnica firmados entre o INSS e entidades associativas, o que resultou no afastamento de integrantes da cúpula do órgão em abril.
Para solicitar a devolução, os beneficiários podem utilizar os canais oficiais do INSS, como o aplicativo ou site Meu INSS, com acesso pelo Portal Gov.br, o telefone 135, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h, ou ainda as agências dos Correios, que oferecem atendimento gratuito em mais de cinco mil unidades em todo o país.

