Diante da decisão que resultou na cassação de seu mandato, o prefeito de São Miguel do Araguaia apresenta sua versão sobre o processo, motivado por denúncias de atrasos salariais e repasses a menor do duodécimo à Câmara Municipal.
Segundo o gestor, os salários dos servidores da Prefeitura estão integralmente em dia. Ele afirma que, ao assumir o cargo, em janeiro de 2025, encontrou a folha referente a dezembro de 2024 em atraso.
Sobre o duodécimo, o prefeito reconhece que realizou repasses em valores inferiores aos previstos, mas afirma que os recursos foram destinados prioritariamente a serviços essenciais, como transporte escolar, merenda, abastecimento da farmácia básica, recuperação das ruas, realização de partos no hospital municipal e pagamento dos servidores.
O prefeito também afirma que os valores transferidos à Câmara foram suficientes para pagar os salários dos vereadores e dos servidores do Legislativo, sem atrasos. Por isso, questiona a alegação de prejuízo financeiro à instituição e defende que a situação seja verificada por meio dos extratos bancários e documentos contábeis.
O gestor classifica a cassação como uma decisão política e sustenta que a medida teve como fundamento os repasses a menor, e não acusações de roubo, desvio de dinheiro público, contratos superfaturados, pedaladas fiscais ou envolvimento em esquemas de pagamento ou recebimento de mensalão.
Ele também ressalta que, segundo sua avaliação, o caso não teve origem em uma ação do Ministério Público, da Polícia Civil, da Polícia Federal ou do Poder Judiciário. Os fundamentos da cassação, entretanto, devem ser considerados conforme os registros oficiais do processo.
Ao encerrar sua manifestação, o prefeito reafirma o compromisso com a população e diz que continuará enfrentando os desafios da administração municipal.
“Sigo firme, mesmo em meio a tantas dificuldades, sem fugir dos desafios e das obrigações, buscando sempre o melhor para nossa população e nossa cidade”, declarou.



