Daniel sobe o tom contra Lula e diz que governo federal “falhou com Goiás”

O governador e candidato à reeleição Daniel Vilela (MDB) elevou o tom contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou que a União não cumpriu compromissos assumidos com Goiás. A principal cobrança envolve projetos apresentados pelo Estado como prioridades para o Novo PAC.

“O governo Lula falhou com Goiás”, afirmou Daniel.

Em 2023, quando os governadores foram chamados a apresentar projetos estratégicos ao governo federal, Goiás indicou três prioridades: o Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás (Cora), o Projeto de Fruticultura Irrigada do Vão do Paranã e o BRT entre Santa Maria, no Distrito Federal, e Luziânia.

Segundo Daniel, os investimentos federais esperados não se concretizaram na forma pretendida pelo Estado, levando Goiás a assumir parte das iniciativas. O governador atribui essa situação às divergências políticas entre a gestão goiana e o Palácio do Planalto.

“O Palácio do Planalto não soube diferenciar as diferenças políticas das questões administrativas, que é o que se espera de um governo republicano”, declarou.

Cora e Vão do Paranã

Daniel cita como exemplo o Cora, inaugurado em 2025 e financiado pelo governo estadual. Segundo números apresentados pela campanha, a unidade já realizou 34.783 atendimentos a crianças e adolescentes.

O governador também afirma que Goiás decidiu avançar com o projeto de irrigação do Vão do Paranã mesmo sem o aporte federal inicialmente esperado. “Goiás não ficou esperando”, declarou.

Já o BRT entre Santa Maria e Luziânia ainda não chegou à fase de execução das obras. O projeto é apontado pelo governador como outro exemplo da demora nas prioridades apresentadas à União.

Disputa também chegou ao STF

As divergências alcançaram ainda o financiamento da saúde. Em outubro de 2025, o Governo de Goiás acionou o Supremo Tribunal Federal alegando insuficiência e falta de critérios adequados na distribuição dos recursos federais destinados à média e alta complexidade. O Estado calculou impacto superior a R$ 1,2 bilhão em três anos.

O governo federal contestou essa interpretação. À época, o Ministério da Saúde afirmou que os repasses destinados a Goiás seguiam critérios técnicos e legais e que as transferências federais para o Estado haviam crescido nos anos anteriores.

Daniel, porém, mantém a cobrança e transformou a relação entre Goiás e o governo Lula em tema da reta final de sua campanha.

“Na saúde, como nas obras, Goiás está fazendo a sua parte. O que cobramos é que a União também faça a dela”, afirmou.

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