O deputado federal e candidato ao Senado Gustavo Gayer (PL) afirmou que prefeitos eleitos pelo próprio partido estão apoiando a reeleição do governador Daniel Vilela (MDB), e não a candidatura de Wilder Morais (PL) ao Governo de Goiás. A declaração volta a evidenciar as divergências existentes dentro da legenda durante a campanha estadual.
Segundo Gayer, o cenário não se restringe ao prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (PL), que já declarou publicamente apoio a Daniel. O deputado afirmou que outros gestores da sigla também tomaram a mesma decisão.
“A maioria dos prefeitos do PL está apoiando o Daniel”, afirmou Gayer.
A declaração ganha peso por partir de um dos principais nomes do partido em Goiás e candidato ao Senado na chapa que também tem Wilder como candidato ao Palácio das Esmeraldas.
Gayer mantém apoio a Wilder
Apesar de reconhecer a existência de prefeitos do PL no palanque adversário, Gayer afirmou que segue apoiando Wilder na disputa pelo governo.
A relação entre os dois já passou por momentos de divergência. Durante sabatina ao Mais Goiás na última sexta-feira (4), Wilder afirmou que os posicionamentos anteriores de Gayer eram assunto encerrado e reforçou publicamente o apoio à candidatura do deputado ao Senado.
Wilder também sustentou que a candidatura própria ao Governo de Goiás foi uma decisão partidária e destacou a estrutura construída pelo PL no Estado. O senador foi eleito em 2022 e atualmente disputa o Palácio das Esmeraldas tendo Ana Paula Rezende como vice.
Apoio de prefeitos vira desafio para Wilder
A fala de Gayer coloca novamente no centro da campanha um dos principais desafios de Wilder: transformar a estrutura eleitoral do PL nos municípios em apoio efetivo à sua candidatura.
O episódio de maior repercussão ocorreu em Anápolis, onde Márcio Corrêa decidiu caminhar com Daniel Vilela para governador, apesar de permanecer no PL e apoiar candidatos ligados ao bolsonarismo nas demais disputas.
Agora, ao afirmar que outros prefeitos da legenda também estão com Daniel, Gayer reconhece publicamente que a divisão vai além de Anápolis e mostra que Wilder enfrenta resistência dentro do próprio partido justamente na reta final da corrida pelo Governo de Goiás.


